21.11.10

Para a posteridade

A título de registro para a posteridade:

um anjinho me disse que “a ação precede a motivação”.

:)

13.11.10

agora que acabou,

agora, que acabou, eu vejo que nunca olhei pra ele. eu nunca fui capaz de realmente olhar pra ele. o máximo que eu conseguia era me enxergar pelo reflexo dos olhos dele.

eu sinto pena de mim
e da minha carência de tudo que não seja egoístico

eu olho pra trás e só lamento
mas já tá feito
e eu sabia que tava tudo se encaminhando pra isso
i saw it coming
e não dei a mínima
eu não fiz porra nenhuma
então bem feito
vê se apanha e aprende :)

17.10.10

Vincere

 

VINCERE_4vincere%201

 

“Não saia poraí gritando a verdade. Há tempo de silenciar. Há tempo de ser ator.”

vincere%202

12.10.10

sedução de macho

Macho acredita que seduz somente fora do casamento. Quando se fixa demoradamente numa jovem, quando pisca o olho a uma estranha, quando dá em cima de uma beldade, quando examina a bunda de uma gostosa. Confia que flertar e soltar idiretas são suficientes para garantir seu domínio territorial. Sua tese é parecer disponível, ainda que comprometido.

(...)
Carrego, portanto, a certeza de que o maior sedutor não é o malandro, não é o esperto, mas o monogâmico. O fiel. O que tem olhos apenas para a sua patroa.

(...)

Nada mais ofensivo e perigoso do que um homem amando sua esposa.
 
(Fabrício Carpinejar, O maior sedutor, em Mulher Perdigueira, p. 19 - via Significantes)

sociedade utilitarista

"This is a world where everybody’s gotta do something. Ya know, somebody laid down this rule that everybody’s gotta do something, they gotta be something. You know, a dentist, a glider pilot, a narc, a janitor, a preacher, all that . . . Sometimes I just get tired of thinking of all the things that I don’t wanna do. All the things that I don’t wanna be. Places I don’t wanna go, like India, like getting my teeth cleaned. Save the whale, all that, I don’t understand that . . ."


—Barfly, 1987

11.10.10

Saramago

Oculta consciência de não ser,
Ou de ser num estar que me transcende,
Numa rede de presenças e ausências,
Numa fuga para o ponto de partida:
Um perto que é tão longe, um longe aqui.
Uma ânsia de estar e de temer
A semente que de ser se surpreende,
As pedras que repetem as cadências
Da onda sempre nova e repetida
Que neste espaço curvo vem de ti.

(In OS POEMAS POSSÍVEIS, Editorial CAMINHO, Lisboa, 1981. 3ª edição)

2.10.10

quase a Garota Interrompida

Daí que ontem em me deu um rompante cinematográfico e eu me peguei cortando os cabelos com raiva, muita raiva. Peguei uma tesoura grande do escritório do meu pai e me pus a picotar o cabelo todinho. Não foi uma atitude serena, pensada, feita com cuidado e muito menos com parcimônia. Eu fui picotando mesmo, blocos enormes, que se dissociavam violentamente de mim e caiam toscos e inertes no chão do meu quarto.

Depois disso eu nem tive aquele momento de depois, sabe? Aquele silêncio após o ato, silêncio reflexivo. Eu simplesmente voltei pra cadeira na frente do computador e fiquei compulsivamente dando f5 no Yahoo, no facebook; abrindo e fechando as janelas do word e do powerpoint com meus slides da pesquisa.

Claro que depois, bem depois, bem no fundo da noite, eu me pus a chorar baixinho, e aquela sensação horrível de solidão tomou conta até do meu dedinho do pé. Eu amassava minha tartaruga de pelúcia e derramava lágrimas de covardia nela.

E daí que hoje eu fui ajeitar a merda com o Kaká. Ele me chamou de "praticamente a garota interrompida". Disse pra eu ficar calma, pq esses rompantes acontecem nas melhores famílias. 

Eu disse pra ele dar vazão à criatividade dele e não é que ele me fez um corte muito louco? Nunca tive o cabelo tão curtinho e repicado, me dava um nervoso enquanto ele brincava com aquela tesoura. Eu comecei a suar na cadeira. Mas daí ele ficava acariciando meu ego, dizendo que eu não compactuo com a estética da mulher portoalegrense, que eu devia ter nascido na França, que eu tinha um ar blasé e desapegado que era tudonessavida. E que um corte desconstruído tinha tudo a ver com a maneira que eu me vestia. Então tá.

Resultado: voltei pra casa mais feliz, com um curtinho-quase-nouvelle-vague [haha] [minha irmã vai me matar] e com a certeza que com um empurrãozinho, eu consigo ser um pouco corajosa.

Mas o inverno continua crescendo aqui dentro desse corpo, é óbvio.

cansei

Cansei. O excesso de ausência é gritante.


Não quero mais ser a menina dos olhos de ng, não. Só dos meus próprios.

Vou seguir meu destino e regar minhas plantas.

Chega uma hora que o excesso de reticência deixa de ser charme pra virar só enrolation.

1.10.10

menina-dos-olhos wannabe

Você precisa de alguém que te dê segurança
Senão você dança, senão você dança.
Não nasci pra ser a putinha que o protagonista se diverte antes de encontrar a mocinha... Pelo menos não quando eu gosto do protagonista [senão até não me importaria... moralismo aqui não tá em questão].

Ah, só pra constar, eu posso até tentar fazer as vezes de mocinha, mas não sou mocinha típica, não. Sou estranha, bicho-do-mato, bizarra, pouco carismática e problemática demais para esse papel...

Clementine feellings

Mas... Queria ser a menina dos olhos dele, saca?

Acho que agora não dá mais.

Pingos nos is, please.

30.9.10

timeless sadness of existence

Me deixa que hoje eu não to boua...

A existência resolveu pesar nas minhas costas hoje (mais do que de costume).

"I walk in the timeless sadness of existence,
tenderness flowing thru the buildings,

my fingertips touching reality’s face,
my own face streaked with tears in the mirror [...]"

Parafraseando a Clá, eu não sou tão triste assim, tá? É que hj eu to cansada...
Nã nã...acho que é menos cansada do que SOZINHA.
To me sentindo terrivelmente sozinha.

E que vontade que eu to hoje (mais do que de costume [2]) de me afofar nos meus edredons e me esconder do mundo, fugir da realidade, morrer um pouquinho...

ME TIRA DAQUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII