13.11.10
agora que acabou,
eu sinto pena de mim
e da minha carência de tudo que não seja egoístico
eu olho pra trás e só lamento
mas já tá feito
e eu sabia que tava tudo se encaminhando pra isso
i saw it coming
e não dei a mínima
eu não fiz porra nenhuma
então bem feito
vê se apanha e aprende :)
1.10.10
menina-dos-olhos wannabe
Acho que agora não dá mais.
15.9.10
Hj 'tou querendo compartilhar
10.9.10
Feliz Sexta!
No!
You don't move me anymore
And I'm glad that you don't
'cause I can't have you anymore
But I thought you should know
You don't move me anymore
And I'm glad that you don't
Because I can't take it anymore
Oh!
E hj tem Looks Like com meu consanguíneo alemão e minha consanguínea futura-alemã!
PS: Quanto anonimato na caixinha de comentários, heinhô!
PS2: Depois eu edito esse troço direito... tô no meio da aula de Direito do Trabalho.
24.8.10
Alegria inusitada
UPDATE (15:00): não acreditem em passarinhos que cantam pra você, nem no prenúncio idiota de um dia feliz. O desfecho do meu dia está sendo a pior merda EVER.
21.1.10
Escolhas que a vida faz pela gente (por mais que não concordemos)
Eu não a compreendo, não quero compreender e tenho raiva de quem compreende: a efemeridade.
“É essa coisa do ciclo da vida”, diria, muito casualmente, Dr. House. É essa coisa de que a morte faz tão parte da porra do tal ciclo da vida quanto o nascimento. A morte não só de pessoas, mas também de sentimentos, de situações, de rotinas, de idéias, de sonhos.
Exemplo dos probleminhas que minha incompreensão me traz: ontem chorei pelo ex-namorado… da minha irmã. Sim, repito, e eu sei que é foda de acreditar: eu chorei pelo ex-namorado da minha irmã. Eu pensava: ele era tão querido, fazia tão bem a ela. Olhei para uns quadrinhos que ele fez . Lembrei de como eram as rotinas de quando ele freqüentava nossa casa. E não consegui conter as lágrimas que inundaram minhas simpáticas bochechas, que ficaram mais inchadas do que nunca, junto com o rosto inteiro.
Exemplo do problemão: Meu coração tá rachado. Despedaçado. Em quinhentos milhões de caquinhos. Parece que tem uma faca cravada ali, futricando os ferimentos, sádica. E o nó na garganta que nunca vai embora. E as lágrimas que vezenquando aparecem lá no escuro do meu quarto. Os cheiros que me trazem memórias e lamentos. A canções. As rimas...
É tanta coisa que atualmente eu ando tendo que me convencer que é página virada. Não falo só de amor, mas de diversos outros sentimentos mais pueris que eu cultivava. Por que o “mundo cruel” (como ironizou um amigo meu) está me enfiando pela goela: a fila anda. E esse tal de mundo cruel tem um fórceps gigantesco que quer arrancar de mim os meus sentimentalismos e fazer parir uma mulher de verdade. Que nada tem a ver com a Amélia, não.
“La tierra parece estar quietaY el sol parece girar,Y aunque parezca mentiraTu corazón va a sanarVa a sanarVa a sanarY va a volver a quebrarseMientras le toque pulsar”
16.11.09
Digressões introdutórias e a "aleatoriedade" dos laços humanos
10.8.09
Amor entregue à madrugada - Postagem Temática.

Eu não necessito que você me procure, desde que eu saiba que você se lembra de mim todo dia, com ternura e nostalgia. Desde que você pense em mim quando percorrer as linhas daquela poesia [que você sabe qual é], molhando com lágrimas tenras e resignadas as páginas que tantas vezes folheamos juntos.
Eu não preciso saber de você, eu só preciso que você ria daquele jeito gostoso, colocando a mão direita na barriga, quando lembrar nossas histórias engraçadas. E que a saudade doa no seu peito depois disso, feito ressaca.
Eu suporto que você não escreva cartas pra mim, desde que leia as que eu te fiz, guarde numa caixinha colorida dentro do seu coração e depois lamente pelas cartas que nunca serão escritas, pelos braços que não serão entrelaçados, pelos beijos que nunca serão. Eu preciso que você ouça aquela música e seu peito aperte, seu rosto feche, e você seja obrigado a disfarçar na frente de sua nova mulher.
Eu não preciso que você me ligue, eu só quero que você pense em mim toda noite, antes de dormir. E nos encontraremos em nossos sonhos, continuando a história que nosso destino interrompeu. Traçando com amor em nosso mundo onírico o caminho descruzado, o caminho que não pode ser.
***
5.8.09
31.7.09
Tô indo aí pra me buscar [2]
Ao som de Pink Floyd, Dark Side of the Moon (the entire album!), flutuando em alguma órbita desconhecida.
Sem dúvida ando em hiato criativo, mas não pq minha vida não esteja uma bagunça digna de novelas mexicanas e contos fantásticos de Guy de Maupassant (…peraí que eu tô naquela parte da música em que a mulher dá uns gritos efusivos, eu preciso parar tudo, fechar os olhos e curtir essa loucura).
Pra falar bem a verdade, minha vida está mais novelística do que jamais esteve. Mais intensa e cheia de acontecimentos do que nunca dantes! Isso não significa que eu não me sinta vazia, mas pelo menos meu copo anda bem cheio! (Trocadilho infame). Aos poucos eu vou me reencontrando, relembrando a pessoa que eu era antes. Conquanto eu tente fugir de complicações e envolvimentos (desapego desapego desapego), parece que eles vêm até mim. E como canta uma música do Garbage, que provavelmente foi escrita pra mim, “I’m only happy when it rains”; vale dizer, eu amo complicações. Eu não meço o perigo, eu me atiro, e eu me escraxo, óbvio.
No momento estou na fase pré-escraxo, curtindo a intensidade do mergulho. Totalmente inconsequente e sem noção. Ando mergulhada em beijos e em álcool, não sei qual deles é mais ardente. Cada vez constato o quando eu adoro extremos, e mesmo sabendo que eles são perigosos, eu não consigo ser mediana. Eu preciso estar sempre atravessando o limite e testando tudo. Bem coisa de adolescente.
Como se percebe ando bem entorpecida. Numa fase “topando tudo”, “vale tudo”, ansiando por transgredir. E dispenso os moralistinhas dizendo que isso é falsa felicidade, que é pra mascarar dores, e blablabla. Eu estou ótima assim, mesmo sabendo que uma hora vou ter que parar. Agora eu quero mesmo é adrenalina, é sentir o sangue quente pelas veias, é viver no meio de fumaça, álcool e beijos ardentes.
30.5.09
O meu amor...., site, desculpas esfarrapadas.
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz
12.5.09
“Our love can do anything we want it to"
Young Noah: You're bored Allie. You're bored and you know it. You wouldn't be here if there wasn't something missing.
Young Allie: You arrogant son of a bitch.
Young Noah: Would you just stay with me?
Young Allie: Stay with you? What for? Look at us, we're already fightin'
Young Noah: Well that's what we do, we fight... You tell me when I am being an arrogant son of a bitch and I tell you when you are a pain in the ass. Which you are, 99% of the time. I'm not afraid to hurt your feelings. You have like a 2 second rebound rate, then you're back doing the next pain-in-the-ass thing.
Young Allie: So what?
Young Noah: So it's not gonna be easy. It's gonna be really hard. We're gonna have to work at this every day, but I want to do that because I want you. I want all of you, for ever, you and me, every day. Will you do something for me, please? Just picture your life for me? 30 years from now, 40 years from now? What's it look like? If it's with him, go. Go! I lost you once, I think I can do it again. If I thought that's what you really wanted. But don't you take the easy way out
[ quotes from The Notebook / Diálogo do filme The Notebook (não gosto do título em português, desvirtua a beleza do filme) ]
- "The best love is the kind that awakens the soul and makes us reach for more, that plants a fire in our hearts and brings peace to our minds. And that's what you've given me. That's what I'd hoped to give you forever."
♥ Je t’adore ♥
3.5.09
Sobre pequenos preconceitos, mentes abertas, Divã e coisas afins
E assim eu e ela, este fim-de-semana, entre um gole de vinho e outro, conversávamos sobre um filme brasileiro o qual tínhamos acabado de ver – Divã, adaptação do livro homônimo da escritora gaúcha Martha Medeiros, a quem tenho grande admiração. O filme não é daqueles que a gente sai super sensibilizada, ou daqueles que nos provocam super epifanias e mudam nossa vida. Mas é um filme simples, leve, divertido, que se não nos atiça lágrimas, atiça risadas – das mais gostosas. Eu não tinha nada de muito profundo ou original a comentar sobre a obra, mas minha mãe, com suas naturais empatia e sensibilidade, acrescentou: “engraçado né, quando a gente se depara com dois extremos, temos a tendência a estigmatizar, julgar um dos dois, e a nos apegar ao outro”. Sábias palavras.
No caso em epígrafe, ela estava se referindo à personagem principal e sua melhor amiga, [ATENÇÃO, A PARTIR DAQUI O TEXTO CONTEM SPOILERS DO FILME “DIVÔ] as quais eram completamente diferentes: uma era super aberta, a outra mais bitolada ao seu mundinho; uma era aberta, arrojada, e a outra era conservadora, quase ortodoxa; uma achava que traição não era problema, a outra achava o fim do mundo; uma era super independente e achava que o seu marido não era ‘dela’, apenas fazia parte de sua vida (afinal, ‘gente não é dona de gente’), e a outra praticamente vivia para o marido, achando a infidelidade a coisa mais horrível do mundo.
Simplesmente lendo essas informações, você não tem tendência a julgar uma delas como sendo errada, e se apegar à outra? Eu, naturalmente, fazendo parte de uma geração nada careta, e me considerando, bem aberta, tive a tendência imediata de estigmatizar a amiga conservadora como mulherzinha/submissa/ultrapassada/coitada, e a comprar a causa da personagem principal, arrojada, moderna, ousada, espevitada, quase libertina. Já durante o próprio filme me dei conta de como havia sido ridícula (e de como eu não era tão mente aberta assim), e sim de que tudo é uma questão de contexto: a personagem moderna e arrojada estava feliz, sendo ela mesma, em seu contexto, da mesma forma que a amiga conservadora, casada, dona-de-casa, que vivia para o marido, era muito feliz e realizada em sua vida e suas ambições (por menores que essas possam parecer aos olhos de pessoas como eu, que pensam bem diferente). É uma questão de respeito e de contexto.
O bom do filme, e que me surpreendeu positivamente, foi justamente mostrar que não há posição certa ou errada: não teve uma das duas que se deu mal, não houve final moralizante: mostrou que ambas foram felizes com as ambições que perseguiram e com as idéias e concepções de vida que julgavam corretas.
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28.4.09
Happiness is only real when shared
(Into the Wild (Na natureza selvagem)/ trilha sonora de Eddie Vedder)
22.4.09
Saudade é resto de amor

“Sentimento mais ou menos melancólico de incompletude, ligado pela memória a situações de privação da presença de alguém ou de algo, de afastamento de um lugar ou de uma coisa, ou à ausência de certas experiências e determinados prazeres já vividos e considerados pela pessoa em causa como um bem desejável.”
Sabe o que é isso?
É saudade (Houaiss).
Sempre nas entrevistas das celebridades, elas aludem à saudade quando perguntadas qual sua palavra preferida ou sentimento mais bonito. Porque a única língua que incorporou esse substantivo é a portuguesa, nas outras línguas só existe em forma de verbo ('miss', 'mancare', 'manquer', etc =“sentir falta”) e blábláblá.
Por incrível que pareça, comecei a pensar mais na ‘metafísica’ dessa palavra quando li desinteressadamente um pedaço de um texto publicado na revista Capricho, na verdade uma carta em que a menina em tela dizia que sentia falta do namorado, com o qual tinha acabado dias antes por não gostar mais, e não sabia se voltava com ele ou não.
Daí uma psicóloga contactada pela revista respondeu: “talvez você não ame ele, provavelmente seja só saudade”.
Daí comecei a me questionar. Sentir saudade significa necessariamente querer voltar ao tempo que é saudoso? Ou pode ser só um sentimento melancólico natural, uma vez que vicissitudes são inevitáveis e inerentes à vida, e sendo assim devemos dar vazão ao sentimento, para que um dia deixe de doer?
Qual a diferença entre saudade e nostalgia?
Segundo o mesmo Houaiss, Nostalgia é “saudades de algo, de um estado, de uma forma de existência que se deixou de ter; desejo de voltar ao passado”. Existe diferença entre saudade e nostalgia? Ou seriam a mesma coisa? Qual a diferença?
Encaminhando-se um pouco mais ao âmago da questão, vamos à etimologia da palavra saudade:
lat. solìtas,átis 'unidade, solidão, desamparo, retiro'; der. do lat. sólus,a,um 'só, solitário'.
Huum, então deriva de “solidão” e “desamparo”? Em qual medida desejamos de volta a coisa saudosa, e em qual medida apenas estamos nos sentindo solitários e melancólicos, e estando sensíveis e volúveis, confundimos nossos sentimentos? Qual o limear entre a real vontade de voltar ao passado e a simples melancolia natural e passageira? A partir de qual ponto posso considerar a dor da saudade insuportável a ponto de que a coisa certa a fazer seja retornar à coisa saudosa (se possível)?
Eu não sei essas respostas. Recorro aos dicionários e às músicas porque não sei ler e escutar meu próprio coração.
O tempo ajuda? Eu espero. Comofas?
Enquanto isso,exorcizo meus sentimentos através da escrita irrefreada.
A excelsa Maysa deixou sua dica: “saudade é resto de amor / de amor que não deu certo”.
13.4.09
Perdoar

"Já perdoei erros quase imperdoáveis,tentei substituir pessoas insubstituíveis e
esquecer pessoas inesquecíveis." (Augusto Branco)"Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras. Sou irritável e firo facilmente. Também sou muito calmo e perdôo logo. Não esqueço nunca. Mas há poucas coisas de que eu me lembre." (Clarice Lispector)
"Os fracos jugam e condenam, porem os fortes perdoam e compreendem." (Agusto Curry)
Vi o tema perdão num blog que visito e, dadas certas circunstâncias da minha vida atual, achei que viria muito a calhar escrever sobre isso também.
Segundo a Wikipédia, perdão é "um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa, decorrente de uma ofensa percebida, diferença ou erro, ou cessar a exigência de castigo ou restituição."
Uma coisa é fato. Perdoar é difícil. E tão difícil quanto perdoar é nos permitirmos ouvir a pessoa a que punimos, assim como colocar-se em seu lugar. Muitas vezes estigmatizamos o(s) ato(s) o qual reprovamos em alguém de impordoável, rifamos a pessoa e com isso construímos uma parede intransponível entre o nosso eu ofendido e a pessoa a que estigmatizamos, juntamente com seus motivos e explicações.
Não permitindo que a pessoa se explique, que exponha seus motivos, e não nos permitindo a compreender essa pessoa, estamos também não nos permitindo a perdoar e a esquecer.
Porque se essa outra pessoa nos feriu tanto, é porque ela era importante para nós, por algum motivo que não é nem um pouco vão. Ela deve ter lá suas qualidades, e não ser apenas um todo podre e odiável que agora a pintamos.
Não, eu não estou escrevendo isso porque me encontro em uma situação de ofensora que implora pelo perdão. Eu quero aprender a compreender, e quero comprender também. Se é que o desamor é compreensível.
1. Gaby, obrigada pelo selinho, posto aqui no próximo post!
2. Inaugurei meu blog jurídico, dêem uma olhada! --> http://www.desbitolando.wordpress.com/
Até :)
11.9.08
amor lúdico

O meu amor por ti é assim,
tão natural
quanto o primeiro raio de sol
que seca a última gota de orvalho;
tão contínuo quanto o dia e a noite;
tão intrínseco à natureza quanto os ciclos das marés.
E se alguma vez te questionares
Se por acaso duvidares
da minha alma que te sorri,
Pergunta ao primeiro pássaro da manhã
Porque tão delicado
e inocente quanto seu canto
é meu amor por ti.
7.4.08
Roubar sonhos
E quando alguém rouba o seu sonho? Quando alguém faz pouco de tudo que você constrói há tempos, com todo seu amor e todo seu carinho? Com tudo de melhor que há em você?Quando alguém destrói tudo em que você acredita.Quando alguém pisa, ateia fogo, acaba, sem dó, com seu maior projeto. É como se um ladrão roubasse o seu computador com toda a sua tese de doutorado dentro. E era o único computador em que você a tinha salvado.Não. É muito pior que isso. Porque podem roubar sua tese de doutorado, mas ainda não roubaram seu sonho, porque você ainda tem a sua cabeça, com seu conhecimento, com suas idéias.Quando alguém rouba seu sonho, rouba também seu coração, suas idéias, sua alma.
Esse roubo ainda não é criminalizado. Não está no Código, na Constituição, não existe pena correspondente. Mas devia. Devia ser o primeiro artigo da Constituição. Porque acabar com um sonho, é te deixar seco, oco, morto-vivo.
27.1.08
sobre a saudade...
A pior saudade é aquela que já transcendeu a falta do físico e sofre pelos momentos silenciosos dantes. Especialmente os detalhes.É a saudade do bafo, da respiração quente. Do bater do coração.
É a falta dos fios de cabelo que caíam nos lençóis. Do olho revirando de prazer. Da abstração que é a intensidade. Dos arrepios conjuntos. Dos sorrisos discretos.
Dos olhares que traduziam tudo o quanto não pode ser dito. Das mãos (principalmente quando entrelaçadas nas minhas).
Dos trejeitos. Das roupas atiradas apressadamente num canto (-onde eu meti minha camiseta...?).
Dos copos vazios. Do balanço da rede. Do céu noturno estrelado que se compartilhava junto, agregado a muitos planos, às vezes secretos e silenciosos.
Saudade de quem eu era.
Saudade de tudo aquilo que se fez tão trivial um dia.
25.10.07
Vento
Ver se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção
Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?
Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
Quando vejo o mar
Existe algo que diz:
- A vida continua e se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?
