16.9.10

dificuldades [em sair do controle]

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Eu vivo implorando pra que me tirem do controle, e quando acontece, eu não sei o que fazer com isso.... Não sei como tornar graciosos os movimentos de pernas patinando no ar, procurando por um chão. Não consigo não confundir esse estado sublime com a condição de vulnerabilidade, de submissão, e acabo sucumbindo à artificialidade, me munindo de escudos e construindo os mais majestosos muros à minha volta. Que merda, que merda, que merda. Espero não morrer antes de aprender a reverter esse quadro.
"E tudo o que eu andava fazendo e sendo eu não queria que ele visse nem soubesse, mas depois de pensar isso me deu um desgosto porque fui percebendo, por dentro da chuva, que talvez eu não quisesse que ele soubesse que eu era eu, e eu era”. [CFA, Morangos Mofados]

15.9.10

Hj 'tou querendo compartilhar

Sirvam-se aí de um texto muito saboroso, de um cara que eu adoro (à distância), e que corrobora minha tese vai um pouco ao encontro da minha ideia sobre a paixão e o amor... Nesse link.

E abaixo, uma música-coisa-querida. Pq às vezes eu gosto de resgatar uma simplicidade e puerilidade [q palavra feia!] que há muito se esvaiu poraí.


12.9.10

what a glorious feeling…

…i’m singin’ in the rain ;)

 

“bom restinho de domingo”.

10.9.10

Feliz Sexta!

Musiquinha contagiante. Bom demais!



No!

You don't move me anymore

And I'm glad that you don't

'cause I can't have you anymore

But I thought you should know

You don't move me anymore

And I'm glad that you don't

Because I can't take it anymore

Oh!


E hj tem Looks Like com meu consanguíneo alemão e minha consanguínea futura-alemã!

PS: Quanto anonimato na caixinha de comentários, heinhô!
PS2: Depois eu edito esse troço direito... tô no meio da aula de Direito do Trabalho.

7.9.10

Trilha sonora e mini post esquizofrênico

Trilha sonora do feriadinho…

 

Do lado de cá, alguma melancolia e muitos pontos de interrogação…

E os dedos cruzados.

(eu não sou mera espectadora, eu sei… deveria demonstrar algo mais do que passividade e dedos cruzados {atitude que nem sequer dá pra chamar de demonstração, muito menos de atitude…} mas acho que procrastinarei esperarei mais um pouquinho para agir…) 

 

Isso é o que o amor faz…

…Mas eu nunca sei rodar…

 

Esquizofrenia total. E você sacou.

5.9.10

"No seas insegura, eso dejámelo a mí
Hombres con armadura abundan por aquí

No seas tan celosa, no hay ninguna como vos
Además te ves preciosa cuando el celoso soy yo

Y para qué te vas a ocultar, si noy hay nada para disfrazar

No seas caradura, yo ví cómo te miró
Chapa sin cerradura fue lo que te prometió

Y para qué te vas a complicar, si no hay nada para explicar

No seas tan segura, eso dejámelo a mí..."

28.8.10

É uma pena, mas você não vale à pena… (ou White Lies)

love is eays

Would it help if I tried, or has it sailed and passed me by
First love grows then it dies, and its all white lies

(Paolo Nutini – White Lies)

Mais uma possibilidade de amor que se esvai pelos meus dedos frouxos, pretensamente desinteressados.

Meu desinteresse, meu não-atender-o-telefone, minhas mensagens vagas, minha falta de afeto, tudo isso pode ter sido perverso. Pode ter minado o potencial sentimento. O fel foi ferrugem. Eu entendo. Mas eu também não posso ser condenada pela minha precaução. E isso não justifica o dedo apontado pra mim, tampouco as punhaladas.

Now I've lost my disguise, it was all white lies

Please don't fade and please don't cry, 'cause it's all white lies…

Eu fui condenada. Eu fui julgada, e sentenciada. O dedo apontado, a insegurança disfarçada em autoritarismo e oniciência, os olhos intensos (embora mascarados de frieza), de fera ferida, me dilaceravam. Disparos de frases e veredictos cruéis. Apesar de [talvez] ser compreensível, ele não tinha esse direito, não mesmo. Nem sequer me conhece. Só pode ter sido o rancor que o levou a atitude tão perversa.

Justo daquela boca que já saíram palavras tão doces…

Eis que ele me surpreende com aquele julgamento frio, ofensivo, humilhante. Pq eu não reagi, eu não sei. Mas isso certamente o legitimou mais ainda com aquela palhaçada toda. Quem ele pensa que é? Provavelmente se achando tomado de algum dom de decifrador de almas, achou que me conhece mais que qualquer um, e resolveu julgar meus valores, minhas relações, minha própria família! Sem conhecer quase nada de nenhum deles. Invadiu meu íntimo, sem ser convidado, e insinuou que tudo estava no lugar errado. Que decepção. Parabéns pela perspicácia, mas minha terapeuta fica na Dona Laura, obrigada.

E aqui eu encerro mais uma página, ponho um The End em mais uma possibilidade de amor.

Engraçado, agora eu olho pra trás e tenho impressão que foi tudo uma mentira. Talvez mentira seja uma palavra forte demais… mas foi um teatro. Uma encenação. White lies.

A despeito de o conjunto ter sido espetáculo, algumas sutilezas foram verdade. Eu sinto. E o fato é que eu não consigo ouvir Zeca Baleiro sem lamentar. Sem lamentar e pensar que é uma pena. Eu estava gostando de te ter.

24.8.10

Alegria inusitada

Sei lá, hoje acordei me sentindo abraçada pelo dia. O canto dos passarinhos era pra mim, como que trazendo boas novas. Uma melodia alvissareira, na minha janela. Acho que o ar seco e quente me trouxe boas vibrações, me ativou lugares do cérebro que eu associo com felicidade, sei lá. E isso tudo convivendo com um pesado APESAR DE. A despeito dos meus problemas, a despeito da angústia que não me deixou dormir a noite inteira, que me fez acordar a cada 1 hora e meia e olhar o celular esperando por uma msg de reconciliação que jamais veio. E o dia me aconchegou, apesar de tudo. Acariciou meu rosto e anunciou que tudo vai ficar bem, que tudo vai se ajeitar, que basta eu me levantar, tomar um banho longo, um bom café da manhã e sair poraí irradiando o sorriso que me foi emprestado pela contingência de um dia leve e gratuitamente alegre. Bom dia!

UPDATE (15:00): não acreditem em passarinhos que cantam pra você, nem no prenúncio idiota de um dia feliz. O desfecho do meu dia está sendo a pior merda EVER.

19.8.10

retalhos

No meio de uma aula de direito comercial, os ipês amarelos que rodeiam minha faculdade refletem-se na tela do meu notebook. A voz do professor medíocre ecoa como uma trilha sonora de mau gosto. Os pensamentos voam, fazem escala nos meus sonhos adormecidos, nos meus amores latentes, nos meus medos tão arraigados nas minhas entranhas quanto as raízes do ipê amarelo o são na terra. “Quem pode recorrer? O credor, o Ministério Público...”. O amor descompassado não tem mais o cheiro de cerejeira que tinha antes, e nem Florentino Ariza me parece mais tão atraente quanto era. ‘O amor não vem num pacotinho, ele se constrói, a cada dia’. ‘A coragem do amor que dura’. ‘ Quero a sorte de um amor tranquilo’. O coração dispara. ’22 anos na cara, vai te virar’. ‘Tu tem que ganhar dinheiro’. ‘Tem que matar um leão por dia, teus olhos não vai brilhar todo dia’. Arritmia cardíaca, medo, crise de ansiedade, sintomatologia depressiva. Projetei minhas verdades num ideal que eu não tenho coragem de ser. Não, não é coragem, não é força... nem sempre. Ideais são ideais, vida real é vida real. Consolidei minhas convicções e princípios numa verdade em desconstrução. É tão mais fácil estar à margem. Novação dos créditos, que?

19.2.10

Voltando para a casa - considerações de viagem


Só para dar notícias... Neste momento estou escrevendo do meu quarto de hotel em Frankfurt, e amanhã partirei, de volta à casa. Viajar é o melhor investimento possível, e defenderei isso até a morte. Mas defendo também que uma das partes boas da mesma viagem é sentir falta de casa, da rotina, e, por fim, voltar para estas. Que acabam não sendo mais as mesmas.

Essa viagem de 21 dias me fez conhecer mais um pouquinho desse mundo (mundo louco...), e, por conseguinte, um pouquinho mais sobre mim.

E fico feliz de sentir saudade da minha Porto Alegre, afinal, devo ter algo (principalmente pessoas) bom me esperando por lá, não é? Gosto das minhas raízes.

Agora, há uma longa - e chatérrima - jornada de aeroporto, tédio e malas (em todos os sentidos) me esperando pela frente, mas domingo tô de volta!

Fui. Auf-wiederzen!

PS: Essas fotos pitorescas de Frankfurt não foram tiradas por mim... - encontrei no Flickr de um carinha chamado (apelidado?) überkenny.