Então eu me ponho a inventar jeitos de ser. Estilos. Personalidades. Modos de rir com o canto da boca e de piscar os olhos. Expressões e trejeitos que serão a minha marca.
Eu, crua, não me agrado.
26.1.10
Me inventando
Elucubrado por Gabriela às 16:31 5 Comentários
Tags: devaneios, Eu tenho uma teoria..., Ficção, Filosofias
21.1.10
Escolhas que a vida faz pela gente (por mais que não concordemos)
Eu não a compreendo, não quero compreender e tenho raiva de quem compreende: a efemeridade.
“É essa coisa do ciclo da vida”, diria, muito casualmente, Dr. House. É essa coisa de que a morte faz tão parte da porra do tal ciclo da vida quanto o nascimento. A morte não só de pessoas, mas também de sentimentos, de situações, de rotinas, de idéias, de sonhos.
Exemplo dos probleminhas que minha incompreensão me traz: ontem chorei pelo ex-namorado… da minha irmã. Sim, repito, e eu sei que é foda de acreditar: eu chorei pelo ex-namorado da minha irmã. Eu pensava: ele era tão querido, fazia tão bem a ela. Olhei para uns quadrinhos que ele fez . Lembrei de como eram as rotinas de quando ele freqüentava nossa casa. E não consegui conter as lágrimas que inundaram minhas simpáticas bochechas, que ficaram mais inchadas do que nunca, junto com o rosto inteiro.
Exemplo do problemão: Meu coração tá rachado. Despedaçado. Em quinhentos milhões de caquinhos. Parece que tem uma faca cravada ali, futricando os ferimentos, sádica. E o nó na garganta que nunca vai embora. E as lágrimas que vezenquando aparecem lá no escuro do meu quarto. Os cheiros que me trazem memórias e lamentos. A canções. As rimas...
É tanta coisa que atualmente eu ando tendo que me convencer que é página virada. Não falo só de amor, mas de diversos outros sentimentos mais pueris que eu cultivava. Por que o “mundo cruel” (como ironizou um amigo meu) está me enfiando pela goela: a fila anda. E esse tal de mundo cruel tem um fórceps gigantesco que quer arrancar de mim os meus sentimentalismos e fazer parir uma mulher de verdade. Que nada tem a ver com a Amélia, não.
“La tierra parece estar quietaY el sol parece girar,Y aunque parezca mentiraTu corazón va a sanarVa a sanarVa a sanarY va a volver a quebrarseMientras le toque pulsar”
Elucubrado por Gabriela às 12:43 6 Comentários
Tags: Amor, Desabafo, E agora José?, Eu tenho uma teoria..., Filosofias, Música, Pessoal
11.1.10
Inteligência Social
Os “inteligentes sociais” são capazes de vender uma idéia que não corresponde completamente com a realidade. Não que sejam falsos. Não necessariamente. Mas, por exemplo, se eles não vão tão bem assim nas provas da faculdade, se matam estudando e depois deixam transparecer poraí que nem sequer tocaram em um livro. Se choram toda noite no escuro do seu quarto, à luz do dia exibem o sorriso mais fácil e radiante, assim como os dentes mais brancos e reluzentes que já se viu antes. Se o namoro não vai muito bem, em público eles são o casal mais apaixonado do mundo, e nas redes sociais esbanjam fotos de um relacionamento saudável e feliz. Aliás, falando em redes sociais... o perfil no Orkut dessas pessoas costuma exibir muitas fotos que traduzem sua felicidade, e os depoimentos efusivos de amigos não são poucos.
Em geral, os inteligentes sociais são muito bons em estabelecerem contatos úteis, e seu dom para o networking espalha ainda mais sua reputação de pessoa perfeita e bem sucedida. Sabem como agradar a pessoa certa, na hora certa, seja um contato profissional ou uma amizade que trará benefícios, como, por exemplo, de alguém muito popular em determinado meio.
Eu não vou dizer que esse grupo “engane” todo mundo, pois a palavra não é, necessariamente, enganar ou ludibriar. Mas as pessoas dotadas de inteligência social conquistam a todos, e são, de fato, capazes de vender uma idéia de espontaneidade, inteligência, caráter, senso de humor, enfim, de perfeição. E essas pessoas têm o dom de esconder seus defeitos e fraquezas, muito embora, às vezes, deixem escapar algum furo ao observador mais atento, ou àquele que possui uma intuição aguçada.
Eu não consigo não me deixar transparecer... Sou involuntariamente honesta e eloqüentemente sincera. Meu humor autodepreciativo é irrefreável. Minhas caretas de insatisfação são mais fortes do que eu. Creio ser dotada de uma inigualável burrice social. Eu não consigo esconder nada, a começar pelos meus defeitos. Minha auto-estima nada hígida me denuncia. Gostaria que meus próprios olhos enxergassem uma imagem melhor a meu respeito, mas sou exigente por demais. Se eu quiser vender poraí que sou perfeita, estarei enganando a mim mesmo, e isso seria me violentar.
"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro" (C.F.)
Elucubrado por Gabriela às 15:26 12 Comentários
Tags: Desabafo, devaneios, Eu tenho uma teoria..., Filosofias, Pessoal
16.11.09
Digressões introdutórias e a "aleatoriedade" dos laços humanos
Elucubrado por Gabriela às 10:14 4 Comentários
Tags: Amor, devaneios, Dia-a-Dia, Eu, Filosofias
18.10.09
Mais notas aleatórias.
Elucubrado por Gabriela às 17:47 8 Comentários
12.10.09
Voltei! (Assuntos Aleatórios)
Oi, mundo! Fazia tanto tempo que eu sequer logava no Blogger. Engraçado, sou meio de fixações momentâneas... se há uns 4 meses eu era viciada em blogs e pensava em mil assuntos para compartilhar aqui, durante esses últimos tempos eu nem lembrava que tinha um blog. Falta de tempo contribuiu pra esse desligamento também.
Mas aquele "amor entregue à madrugada" estava me deprimindo... chega d'ele ficar em primeiro plano, d'ele ser o primeiro post que aparece quando se olha pra este blog. Xô, sai pra lá. (Não que eu vá te apagar, sabe como é, "haja hoje para tanto ontem", mas o hoje vai cada vez acontecendo mais e deixando o ontem pra trás, é inexorável.) Marcha lenta, como vocês podem ver... mas vida real não é filme, tampouco Platão (em outro post eu explico essa do Platão)
Haha, eu tinha esquecido como era discorrer no papel (na tela do pc, ok) acerca de assuntos não jurídicos. Sem aquele jurisdiquês que a gente se acostuma.
Hoje eu assisti Psicose. Depois Mamma Mia - o filme. Depois novela. Quando eu comecei a assistir a um filme da Xuxa, algo como Xuxa - as gêmeas, comecei a refletir até onde uma pessoa pode chegar para não estudar, haha. Daí me dei conta da procrastinação decadente em que eu estava submergindo, e.... vim para o computador, e resolvi ressucitar o blog! Entenderam a lógica? A gente faz tudo, a gente arruma nossa vida, a gente assiste a filmes da Xuxa, mas a gente não estuda pra prova que tem quarta-feira, de Direito Internacional Público, quilos de matéria, toneladas de folhas por ler. Sério, eu queria taaaanto ser mais focada. Alguém tem uma Ritalina? =)
Tá, chega de divagar sobre assuntos aleatórios. Voltei, é isso que importa. Espero ter tempo para voltar a ler os blogs que tanto gosto. Um beijo.
Observação Aleatória: 2006 foi um dos melhores anos da minha vida. 2007 foi a pior catástrofe. 2008 foi revelador e extremamente feliz. 2009 tá sendo uma bosta. Nunca me senti tão frágil. Lalalá.
Observação Aleatória II: 2006 era o ano que eu estava estudando para entrar na UFRGS. Eu tinha um namorado, eu era sonhadora. Eu ficava ouvindo meu mp3, apertando os fones ao encontro dos tímpanos, bem forte, e eu ouvia aquela música famosa do The Verve, 'Bittersweet alguma coisa', e imaginava a cena, em câmera lenta, de eu encontrando meu nome no listão e indo abraçar meu namorado. A partir daí minha vida seria perfeita. Depois eu conto o final da história.
Elucubrado por Gabriela às 22:52 5 Comentários
Tags: Blog, devaneios, Dia-a-Dia, Filmes, Futilidades, Pessoal
10.8.09
Amor entregue à madrugada - Postagem Temática.
Eu não necessito que você me procure, desde que eu saiba que você se lembra de mim todo dia, com ternura e nostalgia. Desde que você pense em mim quando percorrer as linhas daquela poesia [que você sabe qual é], molhando com lágrimas tenras e resignadas as páginas que tantas vezes folheamos juntos.
Eu não preciso saber de você, eu só preciso que você ria daquele jeito gostoso, colocando a mão direita na barriga, quando lembrar nossas histórias engraçadas. E que a saudade doa no seu peito depois disso, feito ressaca.
Eu suporto que você não escreva cartas pra mim, desde que leia as que eu te fiz, guarde numa caixinha colorida dentro do seu coração e depois lamente pelas cartas que nunca serão escritas, pelos braços que não serão entrelaçados, pelos beijos que nunca serão. Eu preciso que você ouça aquela música e seu peito aperte, seu rosto feche, e você seja obrigado a disfarçar na frente de sua nova mulher.
Eu não preciso que você me ligue, eu só quero que você pense em mim toda noite, antes de dormir. E nos encontraremos em nossos sonhos, continuando a história que nosso destino interrompeu. Traçando com amor em nosso mundo onírico o caminho descruzado, o caminho que não pode ser.
***
Elucubrado por Gabriela às 23:06 23 Comentários
Tags: Amor, Desabafo, Postagem Temática -Blogs Sincronizados
5.8.09
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