31.3.11

eternidade inútil...

Até morrer estarei enamorada
de coisas impossíveis:

tudo que invento, apenas,
e dura menos que eu,
que chega e passa.

Não chorarei minha triste brevidade:
unicamente a alheia,
a esperança plantada em tristes dunas,
em vento, em nuvens, n'água.

A pronta decadência,
a fuga súbita
de cada coisa amada.

O amor sozinho vagava.
Sem mais nada além de mim...
numa eternidade inútil.



[Cecília Meireles]

25.3.11

aleatórios

Você só é atraente quando um trono te legitima
Você fez isso
E você tem aquilo
Mas você não é nada.

[*]

Always Love
Te amo quando te vejo no ônibus.
Te amo quando te vejo na ufrgs.
Te amo quando te vejo na Osvaldo.
Você não tem nome e tem muitos rostos,
mas eu nunca amei algo tanto e com tanta convicção
como te amo nesses instantes.

[*]

[...] Forçosamente, se acumula ao redor dele certo líquido repugnante e fatídico, certa lama fétida, que consiste nas suas dúvidas, inquietações e, finalmente, nos escarros - que caem sobre ele em profusão - dos homens de ação agrupados solenemente ao redor, na pessoa de juízes e ditadores, e que riem dele a mais não poder , com toda a capacidade das suas goelas sadias. [...]

[*]

And I can tell just what you want
You don't want to be alone
You don't want to be alone
And I can't say it's what you know
But you've known it the whole time
Yeah, you've known it the whole time

24.3.11

discurso ridículo

Eu não podia concordar mais: 

Palavras-chaves para um discurso ridículo (isto é um link gents)

 

23.3.11

I crumble completely when you cry

Eu não sei que tipo de cegueira se abateu sobre mim para eu perder completamente minha capacidade de discernimento dessa maneira. Agora, olhando de fora, é lamentável. Eu não sei o que me fez continuar lá, parada, estática, uma resignada sorridente. Um sorriso bobo, com um fundo amarelo, um amarelo que atestava ter ciência de que não deveria estar lá, mas que tolamente continuava. Renitente, eu esperava alguma coisa. Eu não sei o que, mas é fato que eu esperava. Pq algo me incomodava, algo me alertava de que eu estava visivelmente retrocedendo, voltando a discutir questões juvenis e revivendo dilemas adolescentes. E mesmo assim, eu continuava lá, "tudo bem", "tudo bem", "tudo bem". Uma coisa amorfa, estática, inerte, inútil. O argumento era inválido, as premissas eram vazias, a conclusão era infundada, era tudo uma falácia, e eu continuava ali, comprando o discurso. Puta merda. Eu fui burra em fazer isso, não há dúvidas. Esse é um dos problemas em ser "coração" demais e "cérebro" de menos. Em sentir, sentir demais, e racionalizar que é bom, só depois que foi até a última rapa do sentimento, como última instância, ultima ratio.
[*]

Tô adorando o clima de Porto Alegre. A cidade tá linda e agradável - tirando o calor desses dias -, e tô curtindo a atmosfera da UFRGS. Dá vontade de sair poraí passeando, desvendando bares e cafés. Adoro outono =]

22.3.11

diversos

Eu e a minha amiga caminhando no campus centro da UFRGS, lindas, morena/ruiva, desfilando sob o sol do outono, e eu, continuando a nossa conversa de indignação a respeito do plantel masculino, muito dignamente largo a seguinte frase:

- Pois é né, a gente faz tudo, tudo, e eles não nos pagam...

Sim. Exatamente isso. Eles não nos pagam. DIGNIDADE PRA QUE, NÉ?
WTF?
Sério, de onde eu tirei isso? Qualquer pessoa diria que é um ato falho.
Sorte a minha que é uma colega-amiga que me conhece bem e não me julgou. Do contrário, aposto que a coleguinha deixaria quieto, e amanhã na aula sentaria na cadeira mais longe de mim possível.

*
Se não fosse a parceria dos amigos, se não fossem as risadas que eles me provocam, no meio da rua, no meio da aula, no meio do breu que eu construí pra mim... Eu ainda estaria aqui, eu ainda seria eu, mas na minha pior versão.
*

Eu encontrando ele na faculdade. Meu colega, depois de um verão inteiro sem contato. Eu sabia que não ia ser chato, só estranho. E até que não foi estranho. Rolou sorrisinho, abracinho, manifestação de saudadinha. Ele contando as novidades e eu fingindo que ouvia, enquanto na verdade tava mais preocupada em dar uma olhada nele. Me perdi um pouco no nariz, nos olhos, na boca, dei uma conferida na roupa e na expressão corporal. Igualzinho. Estranho reencontrar. Afinal ele me parece um estranho agora, e é curioso pensar que já tivemos intimidade. Não sei, não sei se a gente conseguiria ser amigos. Da minha parte, sim. Ele é uma das pessoas mais interessantes que eu conheço, sem dúvida. Masssss. Hm. O tempo dirá.

*
Acho impressionante a sensibilidade de algumas pessoas, que tem o dom de falar palavras doces na hora certa -e na medida certa - e ajudar a curar feridas. Obrigada pelos comentários =)

20.3.11

Once upon a time...

Era uma vez uma menina.
Ela, que cresceu aprendendo a adorar príncipes, heróis, mágicos, ídolos;
Ela, que só conhecia extremos diametralmente opostos: mocinho x vilão, princesa x bruxa, bom x mau;
Ela, que viu filmes da Disney demais na infância;
Ela, que na dificuldade em se enquadrar em um dos extremos - os únicos modelos que conhecia-, fabricava conceitos para se encaixar.
E como maniqueísmo não existe, ela vivia oscilando entre mocinha e vilã, princesa e bruxa, boa e má, 8 e 80;
Ela, que em dado momento da vida, se perdeu nessa conta entre o 8 e o 80;
Ela, que sempre amou ícones, não sabe amar pessoas;
Ela não sabe se amar;
Ela não sabe amar;
Fim.

19.3.11




E o rei me disse:
"A pressa esconde o que já é evidente.
Foi do meu lado que eu achei o que me fez assim
tão diferente."

18.3.11

levaaaaaaaaaaando o barco



Thanks to Lê.

sexta-feira

Já é sexta-feira denovo e definitivamente tudo o que eu NÃO vou fazer é seduzir na buátchy.
Inclusive, quando eu penso no meu post de sexta passada me dá ojeriza.
Talvez eu vá ao cinema com meus pais. Eu gosto. Eu sinto que naquelas horinhas, entre uma pipoca doce e outra, um gole de cappuccino e outro, eu posso ser eu mesma, que eles estarão incondicionalmente lá. E eu posso soltar minhas risadas inconvenientes e retardadas, que eles vão rir junto. E eles vão falar a verdade sempre, mesmo que doa. 
Se eu for ao cinema com eles, meu pai certamente me olhará com aquela cara de quem-foi-pai-muito-novo-e-despreparado, dará um sorrisinho meio encabulado e me dirá, desajeitado, pra tomar meu rumo, quem sabe a carreira universitária, que ele tem certeza do meu dom. Afinal eu não tenho jeito pra coisas técnicas e pragmáticas, não mesmo. 
A minha mãe falará algo repetitivo sobre meu quarto desarrumado e sobre como isso obstrui as boas energias. Meus tombos e fracassos são sempre culpa do meu quarto desarrumado.
E eu voltarei pra casa não feliz, mas bem. Bem acompanhada, bem aconchegada, bem amada. Quem sabe com as energias recarregadas. Quem sabe com um livro novo na sacola. Um coração mais tranquilo. E novas perspectivas na cabeça.

I just want to be ok, be ok, be ok
I just want to be ok today

abismo

Sabe quando tu sente um vazio grande, mas tão grande, que chega a perceber fisicamente um rombo no teu peito? É, é um troço físico. Uma dor? Ou uma ausência de dor? Não sei, mas é a percepção de um buraco, é a percepção do vazio, é a vertigem, é o fundo do poço te fazendo uma proposta tentadora, -sua alma pelo seu entorpecimento.
Daí tu quer fazer parar, tudo que tu quer é que aquilo pare, mas - tcharam - não tem como arrancar um vazio, muito menos um vazio do próprio peito. E daí a conclusão óbvia: só se eu me for inteira. Aí a dor pára. Eu só queria a anestesia, e a anestesia agora é um túnel escuro, é um abismo me envolvendo, um abismo gelado, longinquo, solitário.

burra, cada vez mais burra

"[...] Eu me sinto difícil, um texto difícil; eu me sinto burro quando me leio. Cada vez mais burro. É a voracidade da minha letra. Eu sou embaralhado de desejos; os desejos são dúvidas que o corpo responde e não explica.[...]"
[Carpinejar]

*
Não consigo dormir. Preciso dormir.
Mas não consigo.
Não consigo.
Vou ler Allan Poe. Ele ao menos me desvia das ruminações inúteis, hehehe.

17.3.11

Você daria a vida para descobrir à sua volta a feiura que carrega dentro de si

'- Você tem essa impressão porque mora apenas no subsolo do ser, um vinagre antropomorfizado! Você transborda de ácidos que fervem dentro de você como na vasilha de um alquimista! Você daria a vida para descobrir à sua volta a feiura que carrega dentro de si. Para você, é a única maneira de se sentir por um momento em paz com o mundo. Pois o mundo, que é belo, lhe dá medo, faz mal a você e o empurra, sem cessar, para o seu centro. Como é intolerável, não é? Ter sujeira nas unhas e uma bela mulher ao lado! Daí é preciso primeiro sujar a mulher e depois gozar. Não é assim, cavalheiro?
[...] - Antigamente havia um filósofo cínico que desfilava pelas ruas de Atenas vestido com um casaco furado para se fazer admirar por todos exibindo seu desprezo pelas convenções. Um dia, Sócrates o encontrou e dsse: "Vejo sua vaidade pelo buraco da sua roupa". Sua sujeira também, senhor, é uma vaidade, e sua vaidade é suja.'

(Milan Kundera - A Valsa dos Adeuses)


*
Milan Kundera é genial. Como eu queria saber me expressar assim.
Sem mais.

meio assim

Pq eu ando meio assim ultimamente...



Me aburre todo y no encuentro acomodo
nada me motiva, ni capta mi atención
no me asombro ya de ningún modo
ni nadie es santo de mi devoción

Busco una sorpresa que me vuele la cabeza
pero por mi naturaleza, nada me interesa
y si, se ve, no encuentro en que creer
pero no me resigno a ver la vida por tv

Nada que oír, nada que ver, ni nada que me mueva
nada que hablar, nada que hacer, nada que me conmueva
nada de acción, que me haga sentir algo de emoción
(ahhh) nada me da satisfacción
(no) (no) (no) (no)

Mi pasión se esconde no se en donde
no me llega lo moderno, ni lo "kitsch"
hablo con mi almohada y no me responde
no me alegra ni un verano en Miami beach

Ni ver gente en el cadalso o en la CNN
ni entrar con un nombre falso en el MSN
ya sé, yo voy, en otra dirección
pero mi paciencia ya está en vías de extinción

Nada que oír, nada que ver, ni nada que me mueva
nada que hablar, nada que hacer, nada que me conmueva
nada de acción que me haga sentir algo de emoción
(ahhh) nada me da satisfacción

(ahhh)
Ver nacer placer en mi es un parto y de buscar estoy harto
algo que parta de un tirón, mi corazón como un infarto
y para fingir, alguna sensación
no le puedo pedir ni a mi propia imaginación

Ni tomar un escocés, ni degustar un daiquiri
si fuera japonés, ya me hacia el harakiri
y si, ok, no soy Galilei
y ya no me apasiona ni luchar contra la ley

Nada que oír, nada que ver, ni nada que me mueva
nada que hablar, nada que hacer, nada que me conmueva
nada de acción que me haga sentir algo de emoción
(ahhh) nada me da satisfacción
(no) (no) (no) (no)

El estadio, ¡me aburre!
La radio, ¡me aburre!
El camping, ¡me aburre!
El zapping, ¡me aburre!
La religión, ¡me aburre!
El cotillón, ¡me aburre!
El bingo, ¡me aburre!
El domingo, ¡me aburre!
El fair play, ¡me aburre!
El dj, ¡me aburre!
La oficina, ¡me aburre!
La rutina, ¡me aburre!
El shopping, ¡me aburre!
El doping, ¡me aburre!
Divertirme, ¡me aburre!
Aburrirme, ¡me aburre!

Nada que oír, nada que ver, ni nada que me mueva
nada que hablar, nada que hacer, nada que me conmueva
nada de acción que me haga sentir algo de emoción
(ahhh) nada me da satisfacción
(no) (no) (no) (no)

16.3.11

'The only way of knowing a person is to love them without hope.'
[W.B.]

15.3.11

náusea

Hoje é dia de dormir o dia inteiro.
Amanhã eu acordo com menos espirros e mais sorrisos.
Sei lá, é claro que no fim das contas a gente tá sempre sozinho. Eu sei, eu descobri isso, e foi duro. Mas hoje eu to especialmente me sentindo sozinha, como se virassem as costas pra mim, largassem um risinho irônico e dissessem "te vira, guria, azar o teu que fica aí se doando feito uma otária".

A náusea em detrimento da flor.

Será que é pra eu extrair alguma lição de tudo isso?

Não sei... Às vezes penso que é melhor continuar sendo uma "otária". Eu já tentei o caminho da apatia e não fui muito feliz. Até porque essa não sou eu. Eu não quero sumir suplantada por tantas camadas de proteção de modo que não se saiba mais quem é a Gabriela, quem é orgulho, quem é vergonha, quem é culpa, quem é pudor, quem é vaidade.

Eu sou mais emoção do que razão.
Eu sinto.
Eu sinto muito.

*
"People don't know how to love. They bite rather than kiss. They slap rather than stroke. Maybe it's because they recognize how easy it is for love to go bad, to become suddenly impossible... unworkable, an exercise of futility. So they avoid it and seek solace in angst, and fear, and aggression, which are always there and readily available. Or maybe sometimes... they just don't have all the facts." (The Upside of Anger)

(quiçá eu até me incluo nessa generalização)

13.3.11

Tudo é maravilhoso hoje e ninguém está feliz

Dois links que parecem lúdicos e ingênuos e talvez até bobos, que encontrei poraí:
- Vídeo: http://www.gizmodo.com.br/conteudo/tudo-e-maravilhoso-hoje-e-ninguem-esta-feliz/
- Texto de um guri:  http://www.facebook.com/mainadp#!/notes/felipe-lahuski-schneider/impress%C3%B5es-sobre-a-vida-parte-i/191616247545230 .


A primeira impressão que eu tive é que parece um discurso meio ingênuo, blablabla. Mas cara, traduz o que eu penso. Eu vivo lutando pra resgatar o que há de mais essencial e verdadeiro das pessoas e das situações e isso anda tão difícil ultimamente. O essencial se confunde com supérfluo, o luxo com o lixo. As idéias e opiniões se diluem nas massas. Eu conversava com minha irmã sobre isso há alguns dias. Como a personalidade e as ideias se perderam e as pessoas não sabem mais pensar por si mesmas. Ninguém lê um livro pelo simples fato de querer ler e ng realmente reflete sobre o que leu. Lê-se determinado livro pq é 'cool' e pq vc tem que estar por dentro e tal e postar no Facebook que leu. E se o livro é reconhecido como 'cool', ng lê com a mente aberta a formar uma opinião, e sim com a pré-disposição a achar aquilo 'genial', e quem sabe amanhã ou depois a gente compra uma camiseta ou uma bolsa com o nome do livro e uma ilustração descolada. Isso vale pra livros, músicas, filmes, etc etc. 
Se bem que efetivamente ler o livro já é algo raro e digno de ser aplaudido. Pq na maioria das vezes apenas se 'curte' no Fb, ou se 'rebloga', ou se 'compartilha', ou o diabo a quatro, e se finge q leu ou ouviu a porra do negócio e sai poraí emitindo opiniões entusiásticas.
Daí você tenta estabelecer um diálogo com o carinha cool que leu o livro e tem a camiseta e a criatura não consegue manter a conversa por mais de 10 minutos. E o que fala, é pq leu lá naquele blog da modinha (mas mudou uma palavra e outra, veja bem).
Ok eu sei que meio que desvirtuei o objetivo dos links ali mas, enfim, é o que eu penso.

serei julgada por este post

Sensação inenarrável de me perder no centro as 4 da tarde do domingo mais quente e abafado do ano, puta da cara, me sentindo a criatura mais óbvia, previsível e descartável da face da terra,  e daí arriscar um caminho que dá certo (pelo menos isso), e bater perna na Independência com aquele sol rachando na minha cabeça, suando o suor de anteontem (?), fumando um cigarro de pedreiro e ouvindo a seguinte música:

Puta merda, fala sério, esse som transformou meu momento decadente em momento glamour-decadente. Foi lindo. Mais lindo foi os tiozinhos gordos suados e taxistas - meu único público nessa tarde de domingo - me assistindo enquanto eu tinha uns tetos com a música e batucava na minha própria perna enquanto caminhava por aquela Independência porca e árida e fétida, com restos das festas dos fim de semana. Cara, foi libertador. ounão
Adoro os gráficos decadentes em que a minha vida se transforma sazonalmente.
Daqui a pouco eu me reergo e fico mais graciosa e easy going, prometo. Agora só o que eu sei ser é taciturna e degradada.

11.3.11

Lembrete para mim mesma

Tipo, concordo totalmente com o post dessa menina.

E hj tem sedução na buáchy.

10.3.11

Allen


The weight of the world 
     is love. 
Under the burden 
     of solitude, 
under the burden 
     of dissatisfaction 

     the weight, 
the weight we carry 
     is love. 

Who can deny? 
     In dreams 
it touches 
     the body, 
in thought 
     constructs 
a miracle, 
     in imagination 
anguishes 
     till born 
in human-- 
looks out of the heart 
     burning with purity-- 
for the burden of life 
     is love, 

but we carry the weight 
     wearily, 
and so must rest 
in the arms of love 
     at last, 
must rest in the arms 
     of love. 

No rest 
     without love, 
no sleep 
     without dreams 
of love-- 
     be mad or chill 
obsessed with angels 
     or machines, 
the final wish 
     is love 
--cannot be bitter, 
     cannot deny, 
cannot withhold 
     if denied: 

the weight is too heavy 

     --must give 
for no return 
     as thought 
is given 
     in solitude 
in all the excellence 
     of its excess. 

The warm bodies 
     shine together 
in the darkness, 
     the hand moves 
to the center 
     of the flesh, 
the skin trembles 
     in happiness 
and the soul comes 
     joyful to the eye-- 

yes, yes, 
     that's what 
I wanted, 
     I always wanted, 
I always wanted, 
     to return 
to the body 
     where I was born. 

                         San Jose, 1954

PS: Tá chovendo muito forte.

fluxo de consciência absolutamente aleatório

Quando vai começar a chover?
e a maquiagem vai finalmente borrar?
A roupa vai ficar transparente
e tudo de essencial e verdadeiro vai finalmente se mostrar?

Olho pela janela, acho que começou a chuviscar.

4.3.11

chegou o Carnaval

...e como se não fosse um tempo
em que já fosse impróprio se dançar assim
ela teimou e enfrentou o mundo se rodopiando ao som dos bandolins..

Até quarta-feira de cinzas ;)

1.3.11

Imperativos sociais para quem passou dos 30


Via Dinâmica de Bruto

tudo e nada

'Doar sangrar trocar chamar pedir mostrar mentir falar justificar no cais chorando não sou eu quem vai ficar dizendo adeus batucada macaco no seu galho da roseira em flor da laranjeira amor é choradeira horror a vida inteira à beira da loucura e a dor e a dor e a dor e a dor..'

desilusões

if i could be who I wanted 
if i could be who I wanted all the time...


x

Me sinto fraca e sozinha. Minha resposta é melancólica. Sinto que não vou conseguir, que não vou ter forças. Sinto que todos os que me rodeiam estão às voltas com suas vaidades e egoísmos e mesquinharias, tendo siricuticos e surtos poraí. Ninguém realmente se importa, ninguém olha pro lado, ninguém cede o seu tempo, ninguém faz gentilezas, ninguém estende a mão. Não sem ter a garantia de algo em troca, nem que seja um sentimento: tem que haver o toma lá dá cá.
Minha resposta melancólica é física. Eu sinto meu corpo fraco, sinto minhas pernas titubearem, meu olhar hesitar. 
Minha força, otimismo e vitalidade vão cedendo pouco a pouco, em nome da desilusão. Paulatinamente eu nãovou tendo mais coragem de esperar nada de bom de ninguém, nada de puro e genuíno, nada de lúdico, nada de graça.
Triste.