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27.6.09

MICHAEL JACKSON: freak, mal-amado, carente e genial + As melhores


Como esperar que uma criança, que era obigada a estar brilhando nos palcos desde os 5 anos de idade, fosse normal? Frase parecida foi dita pelo próprio, na entrega de um Grammy que eu não lembro qual. Disse tudo. Querer que uma criança, crescida no contexto em que cresceu, fosse ‘normal’, é no mínimo exdrúxulo.

Comecei a entender um pouco mais sobre a vida desse homem (mulher? andrógino?) quando assisti o filme "Man in the Mirror: The Michael Jackson Story", algo como “O Homem no Espelho: a História de Michael Jackson”, no canal VH1, no final do ano passado quando estava em NY. Antes disso eu achava ele um total freak descontextualizado, que pulou do nada no cenário da música POP e uns metidos a entendidos diziam que se tratava de um fenômeno, uma lenda. Naturalmente, eu nasci em 1988 e, muito mais nova que ele, não acompanhei sua carreira (sua explosão precoce e sua derrocada) como minha mãe, por exemplo. Ao assistir o filme, comecei a entender um pouco a história dessa criatura, que aos 3 anos tinha como melhor amigo “Mr. Rat” (uma ratazana da casa em que a família, pobre, morava) e que sempre sofreu pressões horrendas e por parte da família. Se foi abusado pelo pai? Ninguém sabe, só boatos; mas é fato que sofria maus-tratos.

Documentários e relatos de amigos apontam para a extrema carência e baixa auto-estima de Michael. Amigos dizem que tudo o que ele queria era ser amado: todas as extravagâncias, bizarrices, cirurgias bizarras, enfim, toda essa necessidade de chamar atenção, que só resultava em auto-violência, era fruto de uma carência patológica. Ele não teve infância, não teve vida prórpia, nunca teve oportunidade de cristalizar uma personalidade e uma visão de mundo.

E nessa indefinição entre criança/adulto, homem/mulher, que permeou toda sua vida, desde a infância que nunca teve, só podia resultar em bizarrices to tipo “Neverland”. Se ele foi pedófilo? Não sabemos também. O fato é que sofreu duas acusações formais, sendo que a primeira, em 1993, foi resolvida em um acordo que pode ter envolvido mais de 20 milhões de dólares. Mas acho que a discussão vai muito além da pedofilia: é algo muito mais complexo. Ele mesmo não tinha certeza se era criança ou adulto, e tinha uma sexualidade anômala. Michael já deu declarações comentando que não via problema em dormir na mesma cama com crianças, apenas ‘as cobria e cantava uma musiquinha para que dormissem’. Isso pode parecer nojento, e é, mas vindo de quem se trata… Acredito que ele seja quase um inimputável, que realmente não tinha poder de dissernimento entre o certo e o reprovável. Não sei se ele chegou nas “vias de fato” da pedofilia, não acredito que ele tenha tido “tesão” por crianças. Acho que tudo é fato de um distúrbio sem precedentes de personalidade e de sexualidade.

Todos esses distúrbios supracitados refletiram-se também na forma bizarra com que tratava os filhos – Aliás, cá entre nós, alguém me explica como os filhos dele saíram mais branquinhos que leite?? – vestindo neles véus exdrúxulos que tapavam seus rostos, expondo eles do lado de fora de sacadas, etc. Vi um vídeo em que ele enfiava grotescamente mamadeira na boca de um dos filhos dele enquanto esse chorava compulsivamente, atrás de um véu preto horrendo.

O fato é que nunca poderemos compreender e explicar o bizarro Michael Jackson, mas que assim o era em função de todo um contexto mais bizarro ainda. Mas todas as esquisitisses não apagam ou reduzem, de forma alguma, sua genialidade. E agora ele se foi, deixando uma legião de fãs desamparados. O fato é, também, que aquele garotinho que cantavaBen não habitava mais naquele corpo alvo e deformado, fazia muito tempo. Ele não passava, em seus derradeiros anos, de uma figura infeliz, opaca e mal-amada. Enfim, I think he’s got enough.

* Post apressado e sem correções... mas estou sem tempo e realmente PRECISAVA escrever alguma coisa sobre ele.

Os melhores e mais marcantes, em minha opinião:



E Mais: “Ben”, “I’ll be there”, “Can you feel it”, “Don’t stop ‘till you get enough”, “Sugar Daddy”, “Man in the mirror”.

2.5.09

Um pouco de reflexão às vezes é 'bão'

Eu já estava com a tal da reflexão em processamento nos meus tico e teco de lôra, quando li neste blog a seguinte frase: "90 PEOPLE GET THE SWINE FLU AND EVERYBODY WANTS TO WEAR A MASK. A MILLION PEOPLE HAVE AIDS AND NO ONE WANTS TO WEAR A CONDOM" ("90 pessoas pegam a gripe suína e todo mundo quer vestir a máscara. Um milhão de pessoas tem AIDS e ninguém quer usar camisinha"). Simplesmente perfeita a analogia.

Mais cedo tinha conversado com meus pai à respeito, e ele ironizou: "é, todo mundo preocupado em se vacinar da gripe suína e da febre amarela, seriam mais sãos se quisessem se vacinar de 'acidente de trânsito'" (um mal que mata, dia após dia, muito mais gente do que gripe suína ou febre amarela, que é só o que se fala na mídia agora).

Reflexões que podem ser extraídas do que expus. Primeiramente, a volubilidade da mídia, "mídia líquida", bem como do povo, sem memória, que elege um assunto para ser o centro das atenções durante um certo período (geralmente um período bem curto, pois logo os holofotes se direcionarão para outro escândalo). Naturalmente, com exagero e sensacionalismo. Assim foi com o caso Isabela Nardoni, por exemplo, e assim está sendo com a gripe suína agora. Você abre qualquer jornal ou liga qualquer canal de TV, principalmente a Globo, e só se fala nisso: coberturas 24h , plantões jornalísticos, enfim, todo aparato possível e impossível, imaginável e inimaginável sobre o assunto elegido. O povo fica todo preocupado com isso, todos comentam, é o assunto de qualquer roda. Neste período em que certo assunto sensacionalisticamente está sob os holofotes, esquece-se o resto. Aquilo que era o assunto de ontem? Não lembro não... quero mesmo é saber da gripe suína, que horror, vamos fazer uma ONG sobre isso?

É uma alienação total, uma falta de memória, e uma falta de senso crítico também. Hello, você está está tão preocupado em vestir uma máscara fashion contra a gripe suína, esqueceu do casal Nardoni? Da Maddy? e o Mensalão, ainda lembra o que é isso? Enquanto isso, coisas muito mais graves seguem aí, aumentando em progressão geométrica, e ninguém faz nada. O único mal da humanidade é a gripe suína.

A gente quer vacina da gripe suína, a gente quer alguém nos dando remedinho na boca, nos dando agulinha com anti corpus, mas não tem competência pra usar camisinha quando vai transar e de não beber quando vai dirigir (lembra de AIDS e acidentes de trânsito? que matam diariamente muito mais do que a porra da gripe suína?). Quando a gente tem que estar no polo ativo, a gente não consegue, por mais simples que seja. E agora a gente chora com as criancinhas que morrem de gripe suína e fica vendo o dia inteiro Plantão da Globo sobre as pessoas usando máscaras no México? Ah, tenha dó.

1.5.09

A quem interessar possa... (Revogação total da Lei de Imprensa)

Passadinha rápida só pra uma notificação: a quem interessar possa (na verdade isso deveria interessar a todos os brasileiros, mas tudo bem), o Supremo, nessa quinta-feira, revogou totalmente a Lei de Imprensa, editada em 1967, quando o Brasil vivia sob a ditadura militar.
Bafão!!

Beijocas e até mais.

6.12.08

MALLU MAGALHÃES: bebendo Toddynho e falando merda

Photobucket


Pára o mundo. Será que eu sou a única pessoa da face da Terra que acha que esta menina tem sérios problemas? Que precisa urgente de um psicólogo?

Minhas desconfianças se agravaram – e viraram certezas – após ler a
entrevista que ela deu à Revista Época. A guria não foi capaz de responder claramente nenhuma pergunta que faziam a ela. Parecia que falava grego. O repórter fazia uma pergunta, e ela começava a viajar na maionese, falar umas bobagens, enfim, não falava coisa com coisa. Gize-se: enquanto respondia, ela “comia sua merenda com Toddynho”.
Alguns segmentos dessa merda ininteligível (obs: são apenas trechos que eu quis frisar, e as questões não estão em ordem):


ÉPOCA SÃO PAULO - Todo o hype inicial em torno do seu nome acabou alimentado, no paralelo, a implicância de muita gente com seu trabalho. Você sentiu esse outro lado?
(...)As pessoas que não dão chance ao coração perdem as coisas. Elas se deixam enganar pelo medo de serem enganadas. A gente não pode ter esse medo. Ser enganado nem sempre é ruim. Eu, pessoalmente, me deixo ser enganada. Milhares de coisas estão por aí e são passageiras, mas são admiráveis e divertidas de se dançar, nem que seja uma noite.

Você sai pra dançar?
Dentro de mim, lógico.

O que mudou?
(...)Será que se pode ser um adulto feliz? Talvez. Acho que o mundo é completamente talvez. Eu sempre quis fugir com o circo, mas nunca pude fugir.

Fugir literalmente?
É, entrar em um ônibus e fugir com o circo. Queria poder pintar, fazer os cenários, as roupas, colocar o coração deles ali.

Faz tempo que você pinta?
Desde antes da música. (...) Eu nunca pensei que fosse ser artista. Achei que fosse ser veterinária ou assistente social. Ou motorista de ambulância.

Outros segmentos:

“Eu vou ter minha vivência, um dia. Mas tenho outros machucados. Nasci num contexto e não posso relutar contra ele – ainda que dentro de mim eu relute.”

“Eu não queria estudar, não queria fazer parte da classe social na qual nasci, por exemplo. Se pudesse optar, estaria vivendo de outro modo.”

“Queria poder morar no meu apartamento, eu sozinha, um gato e meu devido amante.”

“É muito bom chegar perto das pessoas que você admira. Por isso eu sempre quis ser jornalista. Queria fugir com o circo para entrevistar as pessoas na viagem.”

“Eu falo coisas sujas e que podem parecer estranhas quando ditas por uma pessoa na minha posição física tanto em inglês quanto em português.”

“Fiquei com medo quando meu produtor veio com essa onda de querer um produtor no disco. Não conheço nada do ramo. Passei dias e noites refletindo – e eu não sou disso, prefiro gastar esse tempo sentindo.”

Tá, chega de tanta asneira, me mata com a faca da cozinha de uma vez!

Em todas as perguntas, Mallu Magalhães fazia questão de salientar o quanto ela é diferente dos outros jovens, o quanto “foi uma adolescente excluída na escola” (ops, como assim foi uma adolescente? Ela é uma criança!), sempre exaltando seu gosto musical como um troféu. Tudo com um tom hiperesnobe.


O mais impressionante é que a maioria das pessoas acha um máximo toda essa asneira que ela fala!! Acham super cool, cult no úrtimo!! Se parassem pra ler as coisas que ela fala, iam ver como ela simplesmente é incapaz de falar coisa com coisa... Gente, acordem, essa garota não passa de mais uma grande, e bem sucedida, invenção da mídia.

Faço minhas as palavras de alguns comentários (os poucos comentários sãos) deixados no site da Época:

“Mallu Magalhães é ou se faz de retardada. Interessante a parte que ela diz: "Eu não queria estudar, não queria fazer parte da classe social na qual nasci, por exemplo. " Preferi o que srta Mallu? viver numa favela , para poder ter um motivo para sua "melancolia " nas suas letras idiotas?” (Cyr - SP/São Paulo - 05/12/2008 09:04:12)

“Minha primeira impressão dela foi de pena, e, sinceramente, continua sendo. Ela com essas respostinhas metidas a geniais, e que de geniais, nada têm. Quer se passar por misteriosa, a guriazinha, alguém que tem muito a dizer, mas não consegue responder a uma só pergunta sem fugir do assunto ou mencionar os pais. Outra coisa que me irrita muito nela também é o fato dela expor os gostos musicais como se fossem troféis, falando em Johnny Cash e Bob Dylan como se fosse a única adolescente no país que sente repugnância por funk. Não acho que a música dela seja rica, sinceramente; pelo contrário, me irrita. A voz é fraca, não me passa sentimento, como ela tanto gosta de ressaltar, me passa alienação e a hipocrisia de uma guria boba que se acha adulta.” (Fernanda - RS/Porto Alegre - 04/12/2008 23:51:47)

“Ajudem ela a responder coisas coerentes...não dá para ler.Dançar para dentro...seria ela a revolução do pensamento? bah...tem uma coisa que eu não entendo nela...sei não...muito estranha!!!ajudem-na,perguntem...o jeito que ela fala dos pais...esse negócio de homem mais velho me cheira a fuga psicológica,ajuda, etc.” (MICHELLE - RS/Porto Alegre - 04/12/2008 18:37:14)

“Meu Deus! quanta arrogancia e prepotencia, ja vejo o fim dessa pobre alma, drogada fazendo um show por mes e terminando no superpop comentando como saiu das drogas se internando na clinica do Rafael Ilha, da valor aos teus pais imbecil,belo exemplo ta dando pras adolecentes "entrando em lugares que só maiores de idade entram" os pais devem ta desesperados,coitados.”
(mila - RJ/Mesquita - 03/12/2008 05:39:05)


E a pergunta que não quer calar: o que tinha nesse Toddynho??

OBS: Marcelo Camelo caiu MUITO no meu conceito... não por namorar a Mallu, mas por ter dito que a menina “mudou sua forma de ver a música, de compor”. Que decepção, hein Camelo?

22.1.08

=/

Meeeu, o Heath Ledger morreu hoje... me amarrota que eu tô passada!

Ele tinha só 28 anos... foi tomado tão cedo pela peste holliwoodiana? Será que se matou? Tudo indica que sim, afinal, foi encontrado morto em um apartamento em um apto de NY (bairro Soho) com uma penca de soníferos em volta... Bah, fiquei super chocada. Ele era novo, cheio de vida, lindo, ótimo ator. Com certeza tinha um grande futuro pela frente... Esse mundo tá tresvariado.

29.7.07

Pam-Pam-Pam

Tive que ceder e concordar que o Pan foi muito legal. Admito que sempre critiquei o Brasil, que não tem nem comida pra população, gastar bilhões com isso, vilas ostensivas e requintes. Mas é fato que eu adorei assistir o meu país ganhando várias medalhas. =)
Entretanto, não podemos negar uma coisa...

É f***, mas é verdade. É sempre assim. O Papa vem visitar o país, o Bush vem visitar o país, e aparecem do nada milhares de guardas, brigadianos e soldadinhos passeando pelas ruas. O mesmo ocorreu com o Panamericano. O pessoal vai relaxar legal agora, os policiais vão voltar à sua vida de cervejinha, mulher e futebol, e a população, à tradicional roubalheira. Já tá banalizado, 'Brasil é assim', o pessoal se conformou mesmo. Ao mesmo tempo, todo mundo se faz de indignado com os acontecimentos: corrupção, caos aéreo, blablablá. Tá, e nós fazemos o que pra mudar isso, meu povo brasileiro? =P

OBS-nada-a-ver: Descobri que eu valho $2,302,596... pô, achei pouco hein...

18.7.07

Reflexão de uma Tragédia

Em meio à histeria do PAN, em meio a um Brasil aparentemente próspero, lindo, e de fato cheio de turistas, vilas panamericanas ostensivas e gastos milionários com o Panamericano (bóra convocar CPI), eis que acontece uma tragédia. Para quem não sabe, um avião da TAM saído de Porto Alegre (minha cidade), derrapou na bela pista do aeroporto de Cogonhas, que em sua plenitude jaz simplesmente no meio de São Paulo. O avião tenta decolar novamente mas, malsucedido, explode, juntamente com o hangar da TAM. Todos mortos. Eram 176 passageiros, incluindo crianças. A maior tragédia da aviação da América Latina. Devo dizer que esse acontecimento me chocou muito. Não só porque lá dentro estavam dois conhecidos de meus pais e dois irmãozinhos que estavam indo a São Paulo para visitar os avós, mas porque, de fato, foi uma grande tragédia. Pus-me a pensar uma porção de coisas. Ora, a maioria dos passageiros eram pessoas trabalhadoras, que iam a SP a trabalho, e que se empenhavam na construção de uma vida digna. Uma vida planejada, vivida, sentida, sonhada, e, de súbito, interrompida. Como devem ter ficado os pais dos irmãos que estavam naquele avião? Certamente, a vidas desses pais acabaram também. Essas reflexões só me levaram a uma conclusão: como somos frágeis. Sim, frágeis, filosoficamente falando. Remetendo a um belo livro que li, “A insustentável leveza do ser”: somos leves. E “leves” é alusivo a “frágeis”, “vulneráveis”. Somos totalmente leves, e essa leveza é insustentável. A qualquer momento, qualquer coisa acaba com nossos sonhos, com nossos planos, com nosso empenho, com nossa vida.

Até quando vamos aceitar o caos aéreo? Ouso dizer, até quando engoliremos essa negligência toda?