5.2.11

livres associações e notas mentais

Oi. Hiato criativo. Verborragia nonsense mode on. Tipo escrever expressõezinhas em inglês é mto irritante e coisa de playboy que faz Yázigi, eu também acho. Mass, liguei o botãozinho do fluxo de consciência e das livres associações pra ver se eu alivio esse meu emaranhado de pensamentos bizarros (ossos do ócio...erer).
Notas aleatórias:
-Me disseram que eu procuro espelhos, não pessoas. Que tudo se resume a ego boost. Tá. Mas e aquela tiny little thing chamada alteridade? Acho normal a gente procurar nossa identidade no outro. Compreendermos o outro como diferente de nós, mas ainda assim nos reconhecermos nele. Faz parte da nossa humanidade, da nossa natureza. As músicas que nos tocam especialmente são aquelas que de alguma forma conseguimos 'subsumir' (remanescências de estudante de direito) à nossa realidade, fática ou psicológica, que seja. Da mesma forma, pessoas que nos tocam são aquelas com as quais compartilhamos uma sensibilidade comum, impressões comuns, gostos afins, blablabla whiskas sachê. Então nada mais normal do que eu tentar me enxergar nos olhos dos outros. Obviamente que isso não é única e exclusivamente o que eu procuro no 'alter'. Acredito, tb, que as vezes as diferenças podem ser muito fascinantes e podem nos proporcionar aprendizados muito mais intensos do que apenas a concordância e afirmação mútuas. Enfim, não sei bem pq eu comecei esse assunto, então, igualmente, não sei como finalizá-lo. Até pq não é algo q está bem finalizado e costurado na minha mente. Estou super aberta a mudar minhas convicções..
- Cara, eu sou assim. Meio bizarra, meio insana, meio excêntrica, meio camaleoa, meio intensa, meio cheia de vícios. Às vezes eu penso que tinha que tipo aplicar algo como regras da ABNT em mim e me tornar mais alinhada, polida, linear. Mas não rola, pq essa é a minha essência. E, naturalmente, pessoas muito normais e lineares e óbvias não atiçam muito meus sentidos, MAS, por outro lado, eu sinto uma certa admiração torta por pessoas que conseguem ser super racionais e controladas e, digamos assim, uníssonas. É uma admiração curiosa, como se essas pessoas fossem bichos exóticos que eu quisesse observar e estudar como vivem, como se relacionam, como se propagam. Mas não, eu não queria ser assim.
- Agora, por exemplo, é um momento em que eu queria segurar um pouco meus sentidos aguçados. Queria conseguir controlá-los e não me deixar levar. Queria poder racionalizar a situação e parar de ficar sonhando e me iludindo. Como diria CFA, finjo que não fantasio, mas fantasio, fantasio.... Tou só esperando a hora que vou quebrar a cara, hehehe. Mas pelo menos to sentindo o sangue quente correndo pelas veias.
- Nota mental: tentar não ser tão 'esponjinha'.

-Me encontro agora em uma Atlântida tomada por raios e trovões. Escrevo olhando para o mar e tomando um café feito com pó de segunda categoria hehehe. Combinei que sairia com minhas amigas no Jimbaranga... medo, medo de lá só tocar pagode e sertanejo, e medo de ter que dividir a mesma pista com crias da Geisy Arruda. Hahaha. Mas bóra. Vai ser engraçado e tá valendo. Vou colocar minha calça suplex branca e me sentir em casa (hã, mentira).

 - Nota mental 2: emagrecer 1,5kg até sexta-feira. Sem choro nem vela.

Inté.

Um comentário:

Hiroyuki Okido disse...

o que seria de uma pessoa se ela não pudesse fantasiar e dessa fantasia encontrar alguém para compartilhar os mesmo pensamentos, não é? É muito mais interessante alguém que enxerga o mundo com uma excentricidade ao invés da linearidade. "você faz seus próprios sonhos..." não é? Quem disse, por exemplo, que Lennon era alguém uníssono?