13.11.10
agora que acabou,
eu sinto pena de mim
e da minha carência de tudo que não seja egoístico
eu olho pra trás e só lamento
mas já tá feito
e eu sabia que tava tudo se encaminhando pra isso
i saw it coming
e não dei a mínima
eu não fiz porra nenhuma
então bem feito
vê se apanha e aprende :)
1.10.10
menina-dos-olhos wannabe
Acho que agora não dá mais.
26.9.10
a dúvida matadora
21.1.10
Escolhas que a vida faz pela gente (por mais que não concordemos)
Eu não a compreendo, não quero compreender e tenho raiva de quem compreende: a efemeridade.
“É essa coisa do ciclo da vida”, diria, muito casualmente, Dr. House. É essa coisa de que a morte faz tão parte da porra do tal ciclo da vida quanto o nascimento. A morte não só de pessoas, mas também de sentimentos, de situações, de rotinas, de idéias, de sonhos.
Exemplo dos probleminhas que minha incompreensão me traz: ontem chorei pelo ex-namorado… da minha irmã. Sim, repito, e eu sei que é foda de acreditar: eu chorei pelo ex-namorado da minha irmã. Eu pensava: ele era tão querido, fazia tão bem a ela. Olhei para uns quadrinhos que ele fez . Lembrei de como eram as rotinas de quando ele freqüentava nossa casa. E não consegui conter as lágrimas que inundaram minhas simpáticas bochechas, que ficaram mais inchadas do que nunca, junto com o rosto inteiro.
Exemplo do problemão: Meu coração tá rachado. Despedaçado. Em quinhentos milhões de caquinhos. Parece que tem uma faca cravada ali, futricando os ferimentos, sádica. E o nó na garganta que nunca vai embora. E as lágrimas que vezenquando aparecem lá no escuro do meu quarto. Os cheiros que me trazem memórias e lamentos. A canções. As rimas...
É tanta coisa que atualmente eu ando tendo que me convencer que é página virada. Não falo só de amor, mas de diversos outros sentimentos mais pueris que eu cultivava. Por que o “mundo cruel” (como ironizou um amigo meu) está me enfiando pela goela: a fila anda. E esse tal de mundo cruel tem um fórceps gigantesco que quer arrancar de mim os meus sentimentalismos e fazer parir uma mulher de verdade. Que nada tem a ver com a Amélia, não.
“La tierra parece estar quietaY el sol parece girar,Y aunque parezca mentiraTu corazón va a sanarVa a sanarVa a sanarY va a volver a quebrarseMientras le toque pulsar”
22.7.09
Post codificado sobre as tristezas minhas, mais minhas.

As alegrias no momento são só as imediatas. Pq mediatamente, mediatamente tudo é breu, uma escuridão densa e impenetrável. Então me foco no espresso curto bem forte, que eu adoro; num pedaço de torta com uma rara boa companhia; nas páginas nuas de um bom livro que tenho pela frente; nos olhares tenros e compreensivos do meu gato, que adora dormir no meu colo; num instante de conversa que vale à pena. No mais, até os prazeres imediatos estão parcos, e eu me fecho na minha bolha, como sempre faço nessas horas. É o meu esconderijo mais meu.
13.7.09
Pro Lixo

22.4.09
"Tarot do Dia"
Momento de encarar os fatos
O 5 de Copas é o seu arcano do aconselhamento nesta tiragem, Gabriela, e vem para lembrar deste momento como sendo importante para que você possa ver as coisas que você evitava ver. Chega de ilusões auto-impostas! Por mais dolorido que seja, é hora de identificar o que precisa ser mudado e parar de projetar expectativas excessivas nos outros, afinal isso não é justo nem com você, nem com os outros. Confronte-se com os fatos, ainda que uma parte sua evite tacitamente fazê-lo, por puro medo de sofrer. Lembre-se que sofremos mais ainda quando insistimos em histórias que não dão certo. A maior parte de nossos sofrimentos deriva de insistências tolas que fazemos, a despeito de todos os conselhos em contrário. Conselho: Só nos enganamos quando queremos. Acorde!
Nossa, o Personare me intimou. Medo.
Pior que ele tá com razão.
21.3.09
hello darkness
Daí vem aquela sensação de estar sufocado e nunca mais poder sair daquele mar de dor. E ao mesmo tempo, de estar flutuando numa imensidão, leve, tão leve que é insustentável.
3.2.09
Prolixos, Devagares e Delongados Devaneios
Acho que o motivo de eu ter me ausentado por tanto tempo foi simples e auto-explicativo: eu estava vivendo. Da forma mais ativa que esse verbo pode tomar. Sem tempo para nada, apenas vivendo, sentindo, deleitando-me. Ah, e comprei uma pequena agenda para servir-me de diário, assim a ânsia de escrever sacia um pouco. Além do mais, num diário que apenas eu leio, escrevo coisas muito mais pessoais e comprometedoras, o que faz dele muito mais interessante do que um diário virtual. ..Até hoje, em que senti uma enorme falta de devanear por aqui.
Eu mudei de servidor, e por enquanto estou gostando, e apenas mudei porque o Sapo tem uma ferramenta que torna possível importar todo o conteúdo do meu antigo blog do Blogspot, incluíndo tags e comentários.
Eu estava pensando hoje, enquanto tentava desvendar os motivos do meu atual desânimo. E cheguei à conclusão de que para mim, o que mais dá paz é a sensação de que sei o que quero, pelo menos a curto/médio prazo. Mesmo não tendo "em mãos" o que eu sei que quero. Mas o fato de eu estar segura dos meus desejos, sabendo por que e pelo que devo 'lutar', isso é o que me dá mais paz. Eu prefiro muito mais essa situação do que a circunstância de ter "em mãos" o que eu quero, mas sem tanta certeza assim acerca do meu querer. Se eu tenho uma dúvida, uma duvidazinha só, tudo já desmorona, e eu fico a me remoer sem prazo definido.
Ansiosa pelo que me aguarda em Fevereiro. Tudo é uma incógnita.

Meu novo bebê, Bentinho, um gatinho tirado das ruas.
13.10.08
Felicidade
Ou simplesmente nascemos com a vocação ou não para sermos felizes?
Às vezes acho que eu tenho a "vocação" de complicar as coisas, teorizar demais, refletir demais, acerca de coisas tão simples, que outras pessoas simplesmente viveriam, sem pensar em nada.
Tô precisando virar adepta de um estilo mais "just do it", seja o "it" bom ou ruim. Pq eu consigo complicar até coisas teoricamente boas!! E me escarafunchar nos labirintos da minha própria cabeça, que não chegam a lugar algum, pelo contrário, só fazem o favor de me auto-sabotar.
Aiaiai.
A minha vida tá tão perfeita, pq eu não me sinto feliz? Pq às vezes eu deixo as coisas mais toscas contaminarem todo um conjunto de coisas boas? Tipo a prova de processo civil, ou o olhar nojento de uma pessoa insignificante.
Tô sentindo falta daquele sentimento de alegria me invadindo, que faz eu querer flutuar. Quando será q ele volta?
"A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar..."
28.6.08
sem imagens ou palavras próprias

"Por muito tempo achei que a ausência é falta.E lastimava, ignorante, a falta.Hoje não a lastimo.Não há falta na ausência.A ausência é um estar em mim.E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,que rio e danço e invento exclamações alegres,porque a ausência assimilada,ninguém a rouba mais de mim."
Imagem: Morning Sun, de Hopper.
