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21.1.10

Escolhas que a vida faz pela gente (por mais que não concordemos)

Eu tenho esse problema. É um problema horrível, que me desencadeia muitos outros probleminhas e que ainda vai dar azo a muitos problemões.
Eu não a compreendo, não quero compreender e tenho raiva de quem compreende: a efemeridade.
“É essa coisa do ciclo da vida”, diria, muito casualmente, Dr. House. É essa coisa de que a morte faz tão parte da porra do tal ciclo da vida quanto o nascimento. A morte não só de pessoas, mas também de sentimentos, de situações, de rotinas, de idéias, de sonhos.
“Y nadie sabe por qué un día el amor nace / Ni sabe nadie por qué muere el amor un día / Es que nadie nace sabiendo, nace sabiendo / Que morir, también es ley de vida.”

Exemplo dos probleminhas que minha incompreensão me traz: ontem chorei pelo ex-namorado… da minha irmã. Sim, repito, e eu sei que é foda de acreditar: eu chorei pelo ex-namorado da minha irmã. Eu pensava: ele era tão querido, fazia tão bem a ela. Olhei para uns quadrinhos que ele fez . Lembrei de como eram as rotinas de quando ele freqüentava nossa casa. E não consegui conter as lágrimas que inundaram minhas simpáticas bochechas, que ficaram mais inchadas do que nunca, junto com o rosto inteiro.

Exemplo do problemão: Meu coração tá rachado. Despedaçado. Em quinhentos milhões de caquinhos. Parece que tem uma faca cravada ali, futricando os ferimentos, sádica. E o nó na garganta que nunca vai embora. E as lágrimas que vezenquando aparecem lá no escuro do meu quarto. Os cheiros que me trazem memórias e lamentos. A canções. As rimas...
É tanta coisa que atualmente eu ando tendo que me convencer que é página virada. Não falo só de amor, mas de diversos outros sentimentos mais pueris que eu cultivava. Por que o “mundo cruel” (como ironizou um amigo meu) está me enfiando pela goela: a fila anda. E esse tal de mundo cruel tem um fórceps gigantesco que quer arrancar de mim os meus sentimentalismos e fazer parir uma mulher de verdade. Que nada tem a ver com a Amélia, não.
“La tierra parece estar quieta
Y el sol parece girar,
Y aunque parezca mentira
Tu corazón va a sanar
Va a sanar
Va a sanar
Y va a volver a quebrarse
Mientras le toque pulsar”
OBS: Trechos da música Sanar, do Jorge Drexler. Ele canta no nosso ouvido e as máguas parece que vão se acalmando...

11.1.10

Inteligência Social


Dia desses estava almoçando com uma amiga querida, e o tal assunto surgiu: a capacidade de certas pessoas de promoverem um invejável marketing pessoal. Muito mais do que marketing pessoal, é possível atribuir a essas pessoas uma extrema inteligência social.

Os “inteligentes sociais” são capazes de vender uma idéia que não corresponde completamente com a realidade. Não que sejam falsos. Não necessariamente. Mas, por exemplo, se eles não vão tão bem assim nas provas da faculdade, se matam estudando e depois deixam transparecer poraí que nem sequer tocaram em um livro. Se choram toda noite no escuro do seu quarto, à luz do dia exibem o sorriso mais fácil e radiante, assim como os dentes mais brancos e reluzentes que já se viu antes. Se o namoro não vai muito bem, em público eles são o casal mais apaixonado do mundo, e nas redes sociais esbanjam fotos de um relacionamento saudável e feliz. Aliás, falando em redes sociais... o perfil no Orkut dessas pessoas costuma exibir muitas fotos que traduzem sua felicidade, e os depoimentos efusivos de amigos não são poucos.

Em geral, os inteligentes sociais são muito bons em estabelecerem contatos úteis, e seu dom para o networking espalha ainda mais sua reputação de pessoa perfeita e bem sucedida. Sabem como agradar a pessoa certa, na hora certa, seja um contato profissional ou uma amizade que trará benefícios, como, por exemplo, de alguém muito popular em determinado meio.

Eu não vou dizer que esse grupo “engane” todo mundo, pois a palavra não é, necessariamente, enganar ou ludibriar. Mas as pessoas dotadas de inteligência social conquistam a todos, e são, de fato, capazes de vender uma idéia de espontaneidade, inteligência, caráter, senso de humor, enfim, de perfeição. E essas pessoas têm o dom de esconder seus defeitos e fraquezas, muito embora, às vezes, deixem escapar algum furo ao observador mais atento, ou àquele que possui uma intuição aguçada.

Eu não consigo não me deixar transparecer... Sou involuntariamente honesta e eloqüentemente sincera. Meu humor autodepreciativo é irrefreável. Minhas caretas de insatisfação são mais fortes do que eu. Creio ser dotada de uma inigualável burrice social. Eu não consigo esconder nada, a começar pelos meus defeitos. Minha auto-estima nada hígida me denuncia. Gostaria que meus próprios olhos enxergassem uma imagem melhor a meu respeito, mas sou exigente por demais. Se eu quiser vender poraí que sou perfeita, estarei enganando a mim mesmo, e isso seria me violentar.


"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro" (C.F.)

18.10.09

Mais notas aleatórias.

Glamurosas do funk com tatuagem de Monique Evans não me despertam nenhum interesse... não tenho a mínima vontade de interagir. O mesmo é válido para equivalentes masculinos.
Talvez eu esteja indo nos lugares errados. Com as pessoas erradas.
Não conheço ninguém que queira ir na Bienal comigo. NIN-GUÉM. Nem que seja para se divertir com algumas obras sem pé nem cabeça, tentar adivinhar o sentido de outras e observar o sol se pondo no Guaíba. Não, ninguém do meu círculo acha esse programa atrativo.
Sobre a continuação da minha história, aquela em que era-uma-vez-uma-menina-em-2006-que-tinha-um-namorado-e-que-estava-estudando-pra-passar-no-vestibular, well, a menina passou no vestibular, a cena em câmera lenta com o fundo musical do The Verve não ocorreu, nem tampouco o final feliz com o namoradinho.
Não consigo me divertir em festas atualmente. Não adianta. A música não me anima, e o tipo de guri que me circunda é exclusivamente BABACA way of life: ficam falando gracinhas nojentas, tentando provocar contato físico forçado e ainda achando que fazem super sucesso, dando risinhos malandros para seus amigos. ÉCA.
Sobre Platão, seu Banquete e sua teoria de metades da laranja, fica pra outra hora.
Hoje denoite tenho um encontro importante, para o meu futuro profissional, mais especificamente de pesquisadora. Torçam por mim.
Um beijo.

12.10.09

Voltei! (Assuntos Aleatórios)

Oi, mundo! Fazia tanto tempo que eu sequer logava no Blogger. Engraçado, sou meio de fixações momentâneas... se há uns 4 meses eu era viciada em blogs e pensava em mil assuntos para compartilhar aqui, durante esses últimos tempos eu nem lembrava que tinha um blog. Falta de tempo contribuiu pra esse desligamento também.

Mas aquele "amor entregue à madrugada" estava me deprimindo... chega d'ele ficar em primeiro plano, d'ele ser o primeiro post que aparece quando se olha pra este blog. Xô, sai pra lá. (Não que eu vá te apagar, sabe como é, "haja hoje para tanto ontem", mas o hoje vai cada vez acontecendo mais e deixando o ontem pra trás, é inexorável.) Marcha lenta, como vocês podem ver... mas vida real não é filme, tampouco Platão (em outro post eu explico essa do Platão)

Haha, eu tinha esquecido como era discorrer no papel (na tela do pc, ok) acerca de assuntos não jurídicos. Sem aquele jurisdiquês que a gente se acostuma.

Hoje eu assisti Psicose. Depois Mamma Mia - o filme. Depois novela. Quando eu comecei a assistir a um filme da Xuxa, algo como Xuxa - as gêmeas, comecei a refletir até onde uma pessoa pode chegar para não estudar, haha. Daí me dei conta da procrastinação decadente em que eu estava submergindo, e.... vim para o computador, e resolvi ressucitar o blog! Entenderam a lógica? A gente faz tudo, a gente arruma nossa vida, a gente assiste a filmes da Xuxa, mas a gente não estuda pra prova que tem quarta-feira, de Direito Internacional Público, quilos de matéria, toneladas de folhas por ler. Sério, eu queria taaaanto ser mais focada. Alguém tem uma Ritalina? =)

Tá, chega de divagar sobre assuntos aleatórios. Voltei, é isso que importa. Espero ter tempo para voltar a ler os blogs que tanto gosto. Um beijo.

Observação Aleatória: 2006 foi um dos melhores anos da minha vida. 2007 foi a pior catástrofe. 2008 foi revelador e extremamente feliz. 2009 tá sendo uma bosta. Nunca me senti tão frágil. Lalalá.

Observação Aleatória II: 2006 era o ano que eu estava estudando para entrar na UFRGS. Eu tinha um namorado, eu era sonhadora. Eu ficava ouvindo meu mp3, apertando os fones ao encontro dos tímpanos, bem forte, e eu ouvia aquela música famosa do The Verve, 'Bittersweet alguma coisa', e imaginava a cena, em câmera lenta, de eu encontrando meu nome no listão e indo abraçar meu namorado. A partir daí minha vida seria perfeita. Depois eu conto o final da história.

30.5.09

O meu amor...., site, desculpas esfarrapadas.

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca quando me beija a boca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo, ri do meu umbigo
E me crava os dentes

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
Que me deixa maluca, quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba mal feita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita

O meu amor tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios, de me beijar os seios
Me beijar o ventre e me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo como se o meu corpo
Fosse a sua casa

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

(Composição do Chico que, pra variar, entende as mulheres como ninguém... quiçá como nem as próprias mulheres.)

Nesse friozinho e clima de Dia dos Namorados, vale muuuito dar uma passada no site da (do?) L'aqua di Fiori, que está com um 'hotsite' todo especial para o dia dos namorados, e o melhor, não apenas para casais, mas também para solteiros! - onde ir para se paparicar, festas, produtos para dar uma (ou um) de shoppaholic, além de ideias super legais! Nao, eu não ganho absolutamente nada para divulgar sites, eu tou indicando pq eu achei legal mesmo.

Eu estou muuuito longe de dar a atenção que eu gostaria para esse blog, mas eu realmente não tenho tempo, vivo estressada com a faculdade e nessas condições a produção criativa se torna praticamente impossível, principalmente pra mim, que faço isso por puro hobby. Daí ficar linkando sites alheios e textos alheios para compensar hehehe. 
Um beijão, que tenho festa hoje denoite (duas, aliás), e preciso agilizar a arrumação.

23.11.08

Tonight Im tangled in my blanket of clouds, Dreaming aloud...

Eu quero me livrar do meu lado que é só sofrimento, me dissociar dos meus chicotes. Mas sem segregar meus sofrimentos de construção e minhas dores instrutivas. As lições que fortalecem.
Quero me liberar dos meandros sem propósito, das bolas de neve, dos túneis escuros, dos meus boicotes.
Quero saber viver com certos pontos de interrogações nas costas. Sem que eles me pesem. Ou pelo menos sem que eles me pesem tanto.

Eu quero me mandar, mas sem nunca me perder de vista.

13.10.08

Felicidade

Felicidade: é uma coisa passível de se aprender?
Ou simplesmente nascemos com a vocação ou não para sermos felizes?

Às vezes acho que eu tenho a "vocação" de complicar as coisas, teorizar demais, refletir demais, acerca de coisas tão simples, que outras pessoas simplesmente viveriam, sem pensar em nada.

Tô precisando virar adepta de um estilo mais "just do it", seja o "it" bom ou ruim. Pq eu consigo complicar até coisas teoricamente boas!! E me escarafunchar nos labirintos da minha própria cabeça, que não chegam a lugar algum, pelo contrário, só fazem o favor de me auto-sabotar.

Aiaiai.

A minha vida tá tão perfeita, pq eu não me sinto feliz? Pq às vezes eu deixo as coisas mais toscas contaminarem todo um conjunto de coisas boas? Tipo a prova de processo civil, ou o olhar nojento de uma pessoa insignificante.

Tô sentindo falta daquele sentimento de alegria me invadindo, que faz eu querer flutuar. Quando será q ele volta?

"A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar..."

24.9.08

Algumas Coisinhas

Super inovações por aqui!

- Estou utilizando um novo layout, que eu adorei e achei super organizado, é um free feito pela Dani do Sinopse.org.

- Estou postando através do Windows Live Writer, um editor de texto que foi a maior invenção dos últimos tempos! Virei fã.

Devido à minha falta de tempo e stress que o html e os meus templates tor(s)t(c)os me traziam, eu postava muuito pouco. Agora me esforçarei para postar mais.

Aprender é bem legaaaaau:

livros 001

...Éééé....

Além dos estudos, estou trabalhando muito, o que está meio cansativo. Mas este blog será bem cuidado =)

Um beijão!

Ser ou Não ser (Vegetariana)

Ponto um: Eu tenho uns problemas nervosos de refluxo, gastrite, coisas do tipo. Volta e meia tenho que usar uns remédios e às vezes tenho recaídas.

Ponto dois: admito que tenho um péssimo hábito alimentar. Não como frutas (tenho preguiça de descascar, sempre uso a desculpa de que não tenho tempo), como um monte de porcarias fora de hora (novamente, não tenho tempo!!), e agora que passo o dia inteiro fora de casa, indo direto da faculdade-pro-trabalho-pra-faculdade-pra-alguma-outra-aula-qualquer, vivo de tranqueiras industrializadas e cappuccinos nos intervalos.

Ponto três: preciso emagrecer.

Ponto quatro: ser vegetariano está super na moda genteeeem! As celebridades magérrimas e zens tipo Fernanda Lima e as minhas amigas mais elegantes adoram propagandear o vegetarianismo poraí.

Ponto cinco: eu não viveria sem leite e derivados, daí descobri que tem um troço chamado ovolactovegetarianismo que cairia como uma luva pra mim!! (e eu ainda porderia comer ovo frito! êÊÊ!)

Ok, vamos ao relato. Terca-feira denoite eu estava elétrica na minha cama sem conseguir dormir e decidi que ia virar ovolactovegetariana. Sim, imagina, eu viraria de uma hora pra outra zen, saudável, magra. e na moda!

Após uma conversa com minhas amigas da faculdade, decidi que iria ser só lactovegetariana, pois comer ovos significa interromper o ciclo de vida dos pintinhos, imagina que horror.

Enfim, estava super empolgada pois eu iria entrar na moda, e teria algo especial e peculiar ao meu respeito (sem contar que a palavra é chique, tipo rebuscada), pra contar pros outros: "zénti, sou lactovegetariana!", ou usaria de argumento de superioridade, tipo "sou lactovegetariana, bíãch!"
Vai dizer? Soa superchique. O próximo passo pra subir no status seria aprender frac�s.

Continuando o relato. No mesmo dia fui almoçar no MP, onde eu estagio, lá tem um restaurante-buffet bem bom e tal. Fui me servindo involuntariamente (esqueci que tinha virado lactovegetariana). Ao sentar na mesa, lembrei. Olhei pro meu prato: peixe, carne de gado e frango. Sim. Os três. Matei um peixe, um boi e uma galinha.

Conclusão: não adianta fugir à minha natureza e ao ciclo da vida (cadeia alimentar).

Ressalva: respeito muito quem é vegetariano e realmente acredita nos princípios e filosofia do vegetarianismo, e não faz isso somente por modinha.

10.7.08

caos..medo..caos...

CAOS! CAOS! CAOS!!

AAAAHHHH. porque tudo tem que acontecer ao mesmo tempo.
haja cabeça evoluída e corpo que agüente!

E faltam agora 3 dias pra eu viajar, e mil coisas pendentes ainda.
E falta uma prova pra ser feita, 2 dias antes de eu viajar. E trabalhos. E incineraram meu portfolio.

E meu corpo resolveu, bem agora, baixar a imunidade e pegar umonte de doença e pereba. Argh, justo quando eu mais precisei de você saudável.

E eu estou tendo sérias crises infantilóides, juro que gostaria de voltar para a barriga da minha mãe agora. Tô quase dando pra trás. Tô a ponto de explodir!!!

E o coração? Esse também não contribui... assim não dá, todos contra mim!!

Medo...medo...medo..............................caos!

29.6.08

100% stress

Estresse total. Estou frenética! Mil coisas a fazer, probleminhas e problemões pendentes, coisas a resolver para minha viagem (que é daqui a menos de duas semanas), provas finais, mil páginas em chato e ininteligível jurisdiquês para desvendar... ninguém merece.

Aliado a isso, sentimento de que eu sigo o rebanho. Ou seja, de mediocridade. E outros campos da vida à mil... passado vindo à tona, futuro se metendo no passado, presente intenso... Não sei onde tanta coisa junta vai parar. Não sei se tanta coisa junta assim é bom sinal. Não sei. Ahhhhhhh.

Não me encontro em condições de pensar na vida nesse momento, pq tudo está fora do lugar, a poeira está nas minhas narinas, nos meus olhos, e eu não consigo enxergar nada com nitidez. Não, Gabriela, nada de refletir sobre a vida. Vamos ver onde toda essa mistureba vai me levar.

18.2.08

Maldição de Cassandra

Estava hoje conversando com minha terapeuta sobre uma situação muito chata pela qual estou passando, e ela me apresentou uma história muito interessante: o mito da Maldição de Cassandra.

Resumidamente: Cassandra era devota e servidora do deus Apolo, tendo ele lhe ensinado o dom da clarividência e os segredos da profecia. Ela cresceu e se tornou uma jovem de impressionante beleza, o que fez Apolo se apaixonar por ela. Uma vez tendo ela renegado seu amor e se negado a dormir com ele, este, por vingança, lançou uma maldição na mulher: fez com que ela perdesse total credibilidade e poder de persuasão, para que ninguém viesse a acreditar em suas profecias e em quaisquer coisas que dissesse. Assim, todos chamavam Cassandra de louca a cada palavra que ela dizia. Para os outros, ela era uma pirada que só falava abobrinhas e inverdades.

Tem gente que nos faz sentir Cassandra. Devemos nos afastar dessas pessoas, pois nos fazem muito mal. Em geral são pessoas inteligentes, e fazem um jogo tal com a nossa cabeça que parece que só falamos absurdos, somos loucos e temos mania de perseguição. A tecla é tão tocada que acabamos acreditando em tudo isso, acreditamos que somos loucos e só falamos merdas inverídicas. Não caiam nessa armadilha. Fujam de pessoas assim, ou irão parar no divã, como eu!

11.2.08

Morando sozinha!

Eis aqui... as aventuras de uma patricinha se virando sozinha em casa!Não diria uma patricinha, mas uma guria que sempre morou com os pais e teve empregada pra fazer comida. Eu posso já ter passado por muitas coisas na vida, mas por essa experiência, jaméé! E o que torna as coisas mais difíceis ainda é que quase toda minha família está no exterior. O engraçado é que quando falam em "morar sozinho" passam mil coisas esdrúxulas pela nossa cabeça, tipo: vou fazer uma festa e chamar o povo! vou quebrar tudo! vou encher a cara com os meus amigos sem minha mãe encher o saco! ...Mas na real a gente acaba não fazendo nem metade desses planos espetaculosos. Eu por exemplo ando mais caseira do que nunca, fico o dia todo em casa lendo, vendo TV, no computador...É um tédio, mas é a sina de quem resolve passar as férias sozinha na cidade, especialmente em uma cidade que não tem praia.
Outra coisa curiosa... nesse país, o ano só começa depois do carnaval! É incrível... Portanto, feliz 2008 a todos! O que se fez antes e/ou durante o carnaval, é coisa do passado, no worries! Agora é hora de organizar a cuca e se mexer pra estudar e colocar dinheiro na poupança.

24.1.08

Psicotécnico

Finalmente criei vergonha na cara e fui me inscrever na auto-escola. 20 anos nas costas e ainda não sei dirigir... é foda. A questão é que meus pais não vão me dar um carro, mas azar, eu tenho que saber dirigir.
Hoje eu fiz o exame médico e o psicotécnico! Passei "apta com restrições" no exame médico, pq sou ceguinha! Hipermetropia, astigmatismo...e pra piorar não existe um oftaumologista decente em Porto Alegre que consiga descobrir meu grau exato.
Sobre o psicotécnico... A psicóloga parecia uma baratinha serelepe, ela era pequeninha, tinha voz esganiçada e falava toda meiguinha. Me senti total sob análise, um rato de laboratório...tinha medo até de respirar: vai que a psicóloga achasse que o jeito que eu respiro representasse algum tipo de psicopatologia? Psicólogas adoram interpretar o ininterpretável.
Enfim, passei naquela coisa. Segundo a baratinha, tenho "níveis de concentração e atenção altíssimos", e um "nível de percepção acima da média". "Não tenho nenhum tipo de psicopatologia aparente" (atentem para o 'aparente'). Que alívio né? Além disso, "eu tenho auto-estima e autoconfiançã altíííssimos". Ah tah. Comeh q ela descobriu isso olhando a minha árvore, a minha casinha e a minha menininha? Bem coisa de psicóloga mesmo. Perdoem-me os estudantes de psicologia! Mas como a psicóloga foi capaz de inferir tal coisa? Ela é vidente?
De qualquer forma, fiquei faceirinha. Começo minhas aulas teóricas amanhã...Ai ai, que pé no saco. São 30 horas/aula. Mas é o que deve ser feito né! Perdoem-me esse diarinho estilo hoje-acorde-e-escovei-os-dentes-e-fiz-xixi-e-tomei-café mas eu tinha que registrar esse momento sublime. Hahaha beijócas!

4.1.08

Eu (1)

Hoje acordei egocêntrica. Por conseguinte, o texto de hoje vai ser sobre nada mais nada menos que...tãtãtã...eu. Eu e o meu mundo. Mas é justo, afinal, eu nunca falei muito sobre mim aqui nesse blog.
Pois bem. Meu nome é Gabriela G. F. Eu tenho quase 20 anos, e moro em uma nada pacata cidade no Rio Grande do Sul, chamada Porto Alegre. Porto Alegre tem muitas árvores e é conhecida por ter o mais belo pôr-do-sol do Brasil. O meu bairro, Bom Fim, tem muitos estudantes (a faculdade federal é bem próxima), intelectuais e pessoas da religião judaica. Há vários cafés e livrarias por aqui. O Parque da Redenção, típico de Poa, está aqui, pertinho da minha casa. Aos domingos temos o tradicional "Brique da Redenção", que é tipo uma feirinha de arte, que varia desde pinturas até artesanato de crochê e balaios dos índios. Tomar um chimarrão aos domingos, passeando pelo brique é o programa mais básico dos porto-alegrenses.
Eu curso Ciências Jurídicas e Sociais (Direito) na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Foram árduos 5 meses de estudo para entrar na almejada UFRGS. Muuitos candidatos por vaga, muito stress, muito calor, muitos livros. Valeu à pena. Estaria bem feliz e saltitante, não fossem os professores medíocres que não estão nem aí para os alunos e faltam a todas as aulas. Ah, mas estou contente. A ufrgs é cheia de gente interessante, peculiar, inteligente; sem contar o prédio da faculdade de Direito, que é lindo de morrer, antigo, com uma das arquiteturas mais belas do sul do país. Veja fotos AQUI.
Tenho um piercing no umbigo e uma tatuagem (beeem pequeninha, de estrelinha) na nuca. Eu tinha um piercing no nariz, o meu filhotinho que eu mais amava, mas tive que tirar porque inflamou e formou uma quelóide gigante que parecia uma melancia brotando do meu nariz. Ah, tenho 3 furos em cada orelha. Eu tinha muito mais, mas inflamaram todos (!). Tenho uma mania quase patológica e obsessiva de pintar o cabelo. Minha cor natural é loiro escuro, mas já fui loiríssima, ruivíssima, moreníssima, já tive luzes... Atualmente estou castanha. Tô tentando parar de ser compulsiva com tintas, senão meus cabelos viram uma vassoura (parabéns a eles, já estão quase lá).
Não percam o capítulo 2, vou falar muitas fofocas e coisas comprometedoras!! Uhh!
Ah, mentira.
Beijos, pessoas! Estou viajando para praia hoje mas volto muito em breve.

13.12.07

"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros." (Clarice Lispector)

Como dói...

Eu estou de férias. Mas isso não diz absolutamente nada pra mim.

24.11.07

Melancolias de uma "pessoinha coloridinha"

Eu, que estava tão lépida e serelepe com a minha vida de pessoinha-coloridinha-e-feliz, agora tô me perdendo. Será que afinal ser "coloridinha" é a minha natureza? Será que eu suporto isso por muito tempo? Quem sabe eu seja essencialmente melancólica, pensativa e introspectiva, e não suporte essa vida "4 fun" de sair com a galera, de estar sempre rindo e fazendo farra. Às vezes tenho a impressão que é toda uma atmosfera forçada, pra mostrar pros outros, no fundo ninguém é amigo de ninguém de verdade, só andam com quem lhes convêm e quem lhes proporcione um momento imediato de diversão.
Talvez eu esteja errada, não sei... mas é a impressão que tenho tido nessa altura do campeonato. Eu simplesmente não consigo me aproximar de certas pessoas, só pra "socializar" e ficar "popular".. seria ir muito contra a minha natureza! Eu nunca fui uma pessoa de colecionar uma gama imeeeensa de "amigões 4 ever" que duram apenas o tempo de uma festa, mas sim de ter poucos e muuuito bons amigos. Admito, sou seletiva, sou chata, sou exigente. Não consigo fingir amizades e fingir que eu não enxergo que certas pessoas que se dizem amigos, se sacaneiam pelas costas.

Sei lá tambem...quiçá eu só esteja falando isso pq hj estou meio melancólica...a temperatura baixou, a chuva não pára...
Vamos ver o que acontece.... o tempo dirá.

30.9.07

auqoemfla sieodlsja sjkoaksla loucuras gabrielais

Esse post vai soar a coisa mais "my dear diary" do mundo, mas eu não tenho mais problemas com isso. Afinal, quem sou eu senão a criatura mais paradoxal e contraditória do planeta, que faz coisas que 5 minutos atrás abominava e 5 minutos depois do feito passará a abominar novamente. Sim, um turbilhão de informações, uma diarréia silábica, uma masturbação mental, preparem-se. Porque agora eu não estou contando causos alheios. Eu estou divagando acerca da minha vida :)
Eu estou me sentindo uma garotinha de 14 anos novamente. Confusa, revoltadinha, irritadinha, adorando se auto denominar neurótica e problemática. A esse ponto eu já esqueci todas as regrinhas da escrita polida e foda-se se você não gostar (viu? a criança revoltadinha atacando).
Eu sempre me considerei uma pessoa bem cética. Tanto é que eu sou atéia. Só que eu comecei a acreditar num lance de energias que perambulam poraí, feito fluidos uivantes. Sei lá, deve haver algo maior. Eu continuo achando que o mérdito de eu ter passado no vestibular não foi meu, e sim dessas energias misteriosas. Afinal, como eu tirei 19/25 em biologia se eu não sabia nem o que era uma planária? (tá, eu sabia o que era uma planária, mas todo mundo conhece esses bichinhos simpáticos que escovam os dentes depois de cagarem). O fato é que desde ontem eu comecei a achar legal andar com um colar com pingente de anginho abençoado pelo Papa. Meu Deus, há uns meses atrás eu me acharia uma otária.
Por uns quatro dias passei por uns momentos singulares e bizarros na minha vida. Tá certo que eu estava dopada de remédios, mas eu me sentia totalmente apática, estável, não tinha nenhum sentimento. Era como um momento mágico da minha vida. Eu pensava unicamente em mim, sem valorações e influência de sentimentos como medo e ansiedade. Eu simplesmente refleti o que seria melhor pra mim, e me senti tão plena com isso. Daí, do nada, esse sábado, tudo desabou. Voltei a ser um ser humano, a chorar e a ter medos. Ó vida, não sei o que faço.
Desculpem pelo post, por ele ter sido confuso, violento e egoísta, mas sinceramente ele foi muito mais pra mim do que pra vocês. Beijos ;)

19.9.07

A mocinha

"Tão logo o viu, o coração a palpitar, desentendido, a julgar pela primazia dos gestos – ah, obséquio, sem eufemismos –a julgar pelos gestos abruptos, esdrúxulos, luxuriantes e de uma violenta malícia; os protestos às mãos que agiam com destreza, a procurar o desejado com demasiada lascívia. Inobstante, cabendo aqui dizer – por que não – paradoxalmente, gestos aqueles, que extravasavam o lascivo, beiravam o pueril. Como pode?, ah, ora, mas aquilo era pura malícia inocente (na tentativa malograda de transcender o inocente, deixando a meninice de lado).
Lábios inchados de pudor que se mordiscavam, carnívoros; a inocência da menina que era como muralha, atravancando os esforços do menino que tanto sonhara com o momento sublime da conjugação carnal primeira. Com a turgidez repentina, a fúria de um animal que partia para cima da presa. Pudica, acanhada, ah, mas quanto medo sentia a criaturinha, frente àquele desavergonhado!; nem sequer o conhecia. De súbito: qual tua graça?, indagava ela, resignada, malsucedida na tentativa de travar prosa naquela hora tão inoportuna. O álcool dilatara as têmporas do menino, agora a mostrar-se sonolento. O sorriso angustiado de quem se despede para sempre, - tenho que ir -,e o menino despeitado, furioso por tudo aquilo que poderia se ter concretizado, muito embora fora tão efêmero..."


Primeira parte de um texto que eu escrevi em um tempo em que estava muito apaixonada e que lia muita Clarice Lispector. Haha. Na verdade é meio que a descrição exagerada do primeiro dia que beijei meu atual namorado. Isso faz...uns 4 anos? =)
Espero que tenham gostado do novo lay...com a glamourosa Audrey! Aquele meu último era muito feiosinho, coitado =/
Allora...andiamo a la salsa! (eu tenho aula de salsa agora, te mete).

27.8.07

Intensidade

Sábado, noite fria. Ébria do álcool (e do amor), acalorada do vinho (e...). Ele em minha frente, violão em mãos. Tocando e cantando uma velha canção. Será possível que a intensidade do momento seja tão grande que transcenda o cognitivo, ou o sensível, e se faça sentir no mundo físico? Sim, é possível. Eu sentia intensidade, sob forma de calor, eu transbordava intensidade, sob forma de lágrimas discretas. Eu o amo tanto, e ao seu lado a vida pode ser tão feliz...

Sob um céu de bluuueeeess....