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19.2.10

Voltando para a casa - considerações de viagem


Só para dar notícias... Neste momento estou escrevendo do meu quarto de hotel em Frankfurt, e amanhã partirei, de volta à casa. Viajar é o melhor investimento possível, e defenderei isso até a morte. Mas defendo também que uma das partes boas da mesma viagem é sentir falta de casa, da rotina, e, por fim, voltar para estas. Que acabam não sendo mais as mesmas.

Essa viagem de 21 dias me fez conhecer mais um pouquinho desse mundo (mundo louco...), e, por conseguinte, um pouquinho mais sobre mim.

E fico feliz de sentir saudade da minha Porto Alegre, afinal, devo ter algo (principalmente pessoas) bom me esperando por lá, não é? Gosto das minhas raízes.

Agora, há uma longa - e chatérrima - jornada de aeroporto, tédio e malas (em todos os sentidos) me esperando pela frente, mas domingo tô de volta!

Fui. Auf-wiederzen!

PS: Essas fotos pitorescas de Frankfurt não foram tiradas por mim... - encontrei no Flickr de um carinha chamado (apelidado?) überkenny.

16.11.09

Digressões introdutórias e a "aleatoriedade" dos laços humanos

Eu to realmente deixando esse espaço cada vez mais abandonado, o que me entristece... mas é que eu ando fazendo tanta, mas TANTA coisa nessa vida, indo a tantos lugares inusitados, conhecendo tantas pessoas novas, fazendo tantas atividades legais e que me envolvem tanto (e repetindo de uma maneira irritante a palavra "tanto" e suas flexões...), que eu simplesmente não tenho tempo de sentar na frente do PC e escrever um post - quando eu ligo um computador é para digitar aulas, para digitar meus pareceres do trabalho ou para responder e-mails / entrar em redes sociais. Eu só não abandono completamente isso aqui, primeiramente pq gosto, e segundo pq, através das estatísticas do contador, vejo que há pessoas que lêem as aleatoriedades que eu escrevo, e algumas ainda comentam, o que me deixa muito feliz!
Bom, chega de digressões introdutórias inúteis... agora vamos proceder às digressões inúteis, tão-somente... haha. Eu tenho dois pontos a expor. Primeiro: eu estava pensando, provocada especialmente após assistir a um filme (do qual não lembro o nome, mas depois descubro e coloco aqui), a respeito da impressionante aleatoriedade dos laços humanos. Deixa eu ver se me faço entender. Isto se aplica tanto a amizades quanto amores: a gente conhece uma pessoa, meio sem querer, em virtude de certas circunstâncias (também aleatórias), e, sem ter motivo, ou por algum motivo ridículo/fútil, como a meneira que aquela pessoa sorri, ou o jeito dela contar uma piada, nos vemos envolvidos com ela. E seguimos naquele envolvimento, mesmo que os motivos não continuem a aparecer... às vezes por hábito, ou por conveniência, ou por acreditar de verdade que o que nos uniu àquela pessoa é o destino.
Por exemplo, na faculdade, desde o início, desde as primeiras festas, meio por acaso um grupinho se formou... não lembro bem porque. A gente nem se conhecia direito, mas formamos um certo grupo para passar os intervalos, ou ficar junto nas festas. E essa tchurma foi ficando, foi ficando... umas três ou quatro pessoas desse grupo eu realmente me identifico e viraram meus grandes amigos. Com o restante, eu não tenho nada a ver. Não concordo com a maioria das opiniões e pontos de vista, assim como divirjo em todas as discussões. Mas o grupo continua ali, meio por hábito. Chega no intervalo, aquelas pessoas aparecem ali. E só fui me dar conta desse hábito ao qual eu estava presa há pouco tempo, quando resolvi não cortar relações com o grupo, óbvio, mas circular, sair daquela prisão um pouco, e conhecer novas pessoas... me arriscar. Digo me arriscar pq todos já tem suas "panelas" consolidadas, bem como suas opiniões em relação a outrem, mesmo sem conhecer esse "outrem". É normal... rolam fofocas, o povo fala bem, ou fala mal... e a gente, bem ou mal, vira e mexe, é vítima de alguma fofoca. Daí se protege em um grupo, como eu me protegia no meu. Mas quando me dei conta dessa aleatoriedade, e de como eu posso ter a ver com muita gente com a qual nunca conversei e nem sei da existência, ou com a qual eu conversei com certo preconceito, por ser de uma "tribo" (odeio essa palavra) diferente, resolvi circular mais poraí, conhecer novas pessoas e lugares.
O mesmo se dá em relação a amores. No filme que eu vi, uma mulher comenta que se apaixonou por seu ex-marido em razão da maneira que ele contava uma piada... Ficou cega para o machismo dele, e para as diferenças entre os dois. Mas eles foram ficando, e ficando... e tiveram um filho. Depois de um monte de sacanagens dele e de um monte de absurdos que ela ouvia todo dia, ela 'acordou' e resolveu sair de casa. Eu acho que esse é um dos motivos de a gente às vezes ficar preso a uma pessoa, estar infeliz e não saber direito o porque. É a força do hábito, junto com o medo do novo, e às vezes unido a uma crença de que o "destino" nos uniu. Não, não é destino... é apenas a aleatoriedade.
Eu tinha um outro ponto a expor, que anda martelando horrores na minha cabeça de uma meneira inconformista. Mas já escrevi demais. Fica pra próxima.
Ah, sobre o "encontro importante" para o meu futuro de pesquisadora sobre o qual falei no post passado, foi tudo um sucesso.... eu tive ótimos conselhos, e agora fui selecionada para o grupo de pesquisa da faculdade que eu mais queria! Estou muito feliz.
Um beijão!

18.10.09

Mais notas aleatórias.

Glamurosas do funk com tatuagem de Monique Evans não me despertam nenhum interesse... não tenho a mínima vontade de interagir. O mesmo é válido para equivalentes masculinos.
Talvez eu esteja indo nos lugares errados. Com as pessoas erradas.
Não conheço ninguém que queira ir na Bienal comigo. NIN-GUÉM. Nem que seja para se divertir com algumas obras sem pé nem cabeça, tentar adivinhar o sentido de outras e observar o sol se pondo no Guaíba. Não, ninguém do meu círculo acha esse programa atrativo.
Sobre a continuação da minha história, aquela em que era-uma-vez-uma-menina-em-2006-que-tinha-um-namorado-e-que-estava-estudando-pra-passar-no-vestibular, well, a menina passou no vestibular, a cena em câmera lenta com o fundo musical do The Verve não ocorreu, nem tampouco o final feliz com o namoradinho.
Não consigo me divertir em festas atualmente. Não adianta. A música não me anima, e o tipo de guri que me circunda é exclusivamente BABACA way of life: ficam falando gracinhas nojentas, tentando provocar contato físico forçado e ainda achando que fazem super sucesso, dando risinhos malandros para seus amigos. ÉCA.
Sobre Platão, seu Banquete e sua teoria de metades da laranja, fica pra outra hora.
Hoje denoite tenho um encontro importante, para o meu futuro profissional, mais especificamente de pesquisadora. Torçam por mim.
Um beijo.

31.7.09

Tô indo aí pra me buscar [2]

Ao som de Pink Floyd, Dark Side of the Moon (the entire album!), flutuando em alguma órbita desconhecida.

Sem dúvida ando em hiato criativo, mas não pq minha vida não esteja uma bagunça digna de novelas mexicanas e contos fantásticos de Guy de Maupassant (…peraí que eu tô naquela parte da música em que a mulher dá uns gritos efusivos, eu preciso parar tudo, fechar os olhos e curtir essa loucura).

Pra falar bem a verdade, minha vida está mais novelística do que jamais esteve. Mais intensa e cheia de acontecimentos do que nunca dantes! Isso não significa que eu não me sinta vazia, mas pelo menos meu copo anda bem cheio! (Trocadilho infame). Aos poucos eu vou me reencontrando, relembrando a pessoa que eu era antes. Conquanto eu tente fugir de complicações e envolvimentos (desapego desapego desapego), parece que eles vêm até mim. E como canta uma música do Garbage, que provavelmente foi escrita pra mim, “I’m only happy when it rains”; vale dizer, eu amo complicações. Eu não meço o perigo, eu me atiro, e eu me escraxo, óbvio.

No momento estou na fase pré-escraxo, curtindo a intensidade do mergulho. Totalmente inconsequente e sem noção. Ando mergulhada em beijos e em álcool, não sei qual deles é mais ardente. Cada vez constato o quando eu adoro extremos, e mesmo sabendo que eles são perigosos, eu não consigo ser mediana. Eu preciso estar sempre atravessando o limite e testando tudo. Bem coisa de adolescente.

Como se percebe ando bem entorpecida. Numa fase “topando tudo”, “vale tudo”, ansiando por transgredir. E dispenso os moralistinhas dizendo que isso é falsa felicidade, que é pra mascarar dores, e blablabla. Eu estou ótima assim, mesmo sabendo que uma hora vou ter que parar. Agora eu quero mesmo é adrenalina, é sentir o sangue quente pelas veias, é viver no meio de fumaça, álcool e beijos ardentes.

22.7.09

Post codificado sobre as tristezas minhas, mais minhas.


O problema é que não é só uma ferida. São mais. São todas.
As alegrias no momento são só as imediatas. Pq mediatamente, mediatamente tudo é breu, uma escuridão densa e impenetrável. Então me foco no espresso curto bem forte, que eu adoro; num pedaço de torta com uma rara boa companhia; nas páginas nuas de um bom livro que tenho pela frente; nos olhares tenros e compreensivos do meu gato, que adora dormir no meu colo; num instante de conversa que vale à pena. No mais, até os prazeres imediatos estão parcos, e eu me fecho na minha bolha, como sempre faço nessas horas. É o meu esconderijo mais meu.
Imagem: HelloLolla.com

13.7.09

Pro Lixo

O sentimento de perplexidade diante da efemeridade de tudo, e da falta de garantias para qualquer coisa nessa vida, pode alavancar duas posturas.
Primeira: Viver deprimido ou, no mínimo, cronicamente melancólico.
Segunda: o contrário, que é auto-explicativo.

E foi nos embalos da segunda perspectiva e do início das minhas férias que eu resolvi mudar a minha vida. A começar pelo meu quarto, que foi 2/3 pro lixo hoje (algumas coisas aproveitáveis foram para doação). Chega de tralha atravancando o meu caminho.

Pelo menos é um começo, né?

22.6.09

Rapidinhas não muito elaboradas

- Por que, meu Deus, os poemas de ônibus são todos tomados por palavras difíceis, as quais nem o mais intelectualóide dos poetas brasileiros seria capaz de conhecer? Pq essa ideia arraigada de que, para um texto ser bom, deve ser entupido de palavras complexas e difíceis? Cara, não é poraí.

- Dizem que o tal do Jesus Luz é cheio e esnobe, pq desfilou carrancudo pela SPFW. Há quem diga que é pura timidez. Jesus Luz, estou contigo! hehe. Eu sei muito bem o que é ser um tímido mal-compreendido.

- Às vezes a gente ganha, às vezes a gente perde. (Eu adoro clichês.) (Essa frase poderia ter sido dita pelo filósofo Pedro Bial, mas creio que seja mais antiga.)

- A vida vale à pena por isso:



Beijosnãometwittem, pq odeio Twitter, tá? Eu sou resistente.

12.5.09

“Our love can do anything we want it to"

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Young Noah: You're bored Allie. You're bored and you know it. You wouldn't be here if there wasn't something missing.
Young Allie: You arrogant son of a bitch.
Young Noah: Would you just stay with me?
Young Allie: Stay with you? What for? Look at us, we're already fightin'
Young Noah: Well that's what we do, we fight... You tell me when I am being an arrogant son of a bitch and I tell you when you are a pain in the ass. Which you are, 99% of the time. I'm not afraid to hurt your feelings. You have like a 2 second rebound rate, then you're back doing the next pain-in-the-ass thing.
Young Allie: So what?
Young Noah: So it's not gonna be easy. It's gonna be really hard. We're gonna have to work at this every day, but I want to do that because I want you. I want all of you, for ever, you and me, every day. Will you do something for me, please? Just picture your life for me? 30 years from now, 40 years from now? What's it look like? If it's with him, go. Go! I lost you once, I think I can do it again. If I thought that's what you really wanted. But don't you take the easy way out

[ quotes from The Notebook / Diálogo do filme The Notebook (não gosto do título em português, desvirtua a beleza do filme) ]

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- "The best love is the kind that awakens the soul and makes us reach for more, that plants a fire in our hearts and brings peace to our minds. And that's what you've given me. That's what I'd hoped to give you forever."

♥ Je t’adore ♥

22.4.09

"Tarot do Dia"

5 de Copas
Momento de encarar os fatos

O 5 de Copas é o seu arcano do aconselhamento nesta tiragem, Gabriela, e vem para lembrar deste momento como sendo importante para que você possa ver as coisas que você evitava ver. Chega de ilusões auto-impostas! Por mais dolorido que seja, é hora de identificar o que precisa ser mudado e parar de projetar expectativas excessivas nos outros, afinal isso não é justo nem com você, nem com os outros. Confronte-se com os fatos, ainda que uma parte sua evite tacitamente fazê-lo, por puro medo de sofrer. Lembre-se que sofremos mais ainda quando insistimos em histórias que não dão certo. A maior parte de nossos sofrimentos deriva de insistências tolas que fazemos, a despeito de todos os conselhos em contrário. Conselho: Só nos enganamos quando queremos. Acorde!

Nossa, o Personare me intimou. Medo.
Pior que ele tá com razão.

7.4.08

Roubar sonhos

Pior do que trair um contrato é trair um sonho. A fidelidade aos sonhos é muito mais séria do que a fidelidade aos casamentos.

E quando alguém rouba o seu sonho? Quando alguém faz pouco de tudo que você constrói há tempos, com todo seu amor e todo seu carinho? Com tudo de melhor que há em você?Quando alguém destrói tudo em que você acredita.Quando alguém pisa, ateia fogo, acaba, sem dó, com seu maior projeto. É como se um ladrão roubasse o seu computador com toda a sua tese de doutorado dentro. E era o único computador em que você a tinha salvado.Não. É muito pior que isso. Porque podem roubar sua tese de doutorado, mas ainda não roubaram seu sonho, porque você ainda tem a sua cabeça, com seu conhecimento, com suas idéias.Quando alguém rouba seu sonho, rouba também seu coração, suas idéias, sua alma.

Esse roubo ainda não é criminalizado. Não está no Código, na Constituição, não existe pena correspondente. Mas devia. Devia ser o primeiro artigo da Constituição. Porque acabar com um sonho, é te deixar seco, oco, morto-vivo.